ACHADOS CLÍNICOS, ULTRASSONOGRÁFICOS E HISTOPATOLÓGICOS EM CIRURGIA DE VARIZES

Autores: Giuliano Giova Volpiani (apresentador), Moacir de Mello Porciunculla, Dafne Braga Diamante Leiderman, Rodrigo Altenfeder, Celina Siqueira Barbosa Pereira, Alexandre Fioranelli, Nelson Wolosker, Valter Castelli Junior.

Instituições: Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Hospital Israelita Albert Einstein e Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Objetivo: Este estudo tem como objetivo correlacionar os dados demográficos, os diferentes graus clínicos da insuficiência venosa crônica (CEAP), com achados ultrassonográficos de refluxo da junção safenofemoral (JSF) e os achados anatomopatológicos do segmento proximal da veia safena magna (VSM) extraído de pacientes com insuficiência venosa crônica (IVC) primária submetidos à safenectomia magna para correção de varizes dos membros inferiores.

Método: Estudo prospectivo de 84 pacientes e 110 membros submetidos a safenectomia magna para o tratamento de varizes de membros inferiores, correlacionando a sua classificação clínica CEAP, presença de refluxo na JSF ao ultrassom Doppler e alterações histopatológicas. Comparamos ainda os achados histopatológicos da VSM proximal retirada dos pacientes com IVC com grupo controle de VSM normal retirada de cadáveres.

Resultados: Média de idade dos pacientes foi maior nos CEAPS avançados quando comparado CEAP C2 (46,1 anos) com C4 (55,7 anos) e C5-6 (66 anos), e pacientes C3(50,6 anos) com C5-6. A espessura da parede da VSM normal (média de 839,7micrometros) foi significativamente menor do que das VSM varicosas (média de 1609,7micrometros). As análises de correlação da presença do refluxo em JSF com a classificação clínica ou achado histopatológico não demostraram ser estatisticamente significativas.

Conclusões: Quanto maior a idade, mais avançada é a classificação clínica da IVC dos pacientes. A espessura da parede da crossa da VSM é maior nos pacientes com IVC e que essas alterações não se correlacionam com a classificação clínica da doença ou com a presença de refluxo na JSF ao ultrassom Doppler.

Moderador: Dr. Carlos Eduardo Varela Jardim

2018-09-05T22:52:33+00:00 30 ago 2018|Reunião Científica - 30/08/2018, Vídeos, Vídeos 2018|