Avaliação da atividade da heparina injetada no cateter totalmente implantável para quimioterapia (portocath) entre dois momentos de uso

Autores: Conrado Dias Pacheco Annicchino Baptistella; Pedro Henrique Batista Santini; Cynthia de Almeida Mendes; João Carlos de Campos Guerra; Francisco Neves Pereira; Valdir Fernandes de Aranda; e Nelson Wolosker.

Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein

Objetivo: Analisar se a heparina utilizada como “lock” em cateter totalmente implantável para quimioterapia (portocath) mantém sua
atividade mesmo que permaneça no cateter por um longo período de tempo.

Métodos: De acordo com o protocolo institucional, todos os cateteres utilizam rotineiramente a solução de “lock com 3ml de solução heparinizada após quimioterapia e o intervalo de tempo entre cada troca, como nos cateteres estudados, variou de 7 a 30 dias.
Um total de 25 amostras de sangue de 22 pacientes, com seis tipos de neoplasia, em quimioterapia ou não, foram coletadas de acordo com a rotina de utilização de cada cateter.
Os 10ml de líquido contido no reservatório do cateter, que correspondia ao “lock” da última seção, foi aspirado e enviado para análise laboratorial para estudo prospectivo com os seguintes testes: Anti-Xa, TTPA, Tempo de Trombina, Reptilase, Tromboelastograma.

Resultados: A atividade da heparina foi encontrada em 96% dos testes anti-Xa e TTPA. Em relação ao TT, 92% apresentaram atividade.
O teste de repitilase foi realizado em 24 amostras com redução significativa do tempo em todas elas. No estágio Intem do teste de tromboelastograma mostrou atividade em 92% das amostras e na fase Heptem houve redução no tempo em todas as amostras.
Em todas as amostras, a atividade da heparina foi confirmada independente do tempo de uso.

Conclusão: Podemos concluir que o “lock” com solução heparinizada utilizada em nosso serviço em cateteres venosos centrais totalmente implantáveis para quimioterapia, foi mantido com heparina ativa mesmo após um longo período de tempo (até 30 dias), demonstrando que a meia-vida da substância dentro do cateter é maior que a meia-vida plasmática.

Comentador: Dr. Fábio Rodrigues Ferreira do Espírito Santo

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