Autores: Giulliana Barreira Marcondes, Rafael Bernardes de Ávila, Rebeca Mangabeira Correia, Vinicius Bignatto de Carvalho, Antonio Carlos Moura Neto, Brena Santos, Ana Alyra de Carvalho, Libnah Leal Areias, Gabriela Araújo Attie, Vladimir Vasconcelos, Ronald Luiz Gomes Flumignan, Henrique Jorge Guedes Neto, Wellington Lustre, Jorge Eduardo de Amorim, José Carlos Costa Baptista Silva e Luis Carlos Uta Nakano.

Instituição: Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo

Introdução: A classificação WIFI desenvolvida pela SVS surgiu como uma ferramenta para estratificar e comparar pacientes acometidos por ferida que traz risco ao membro inferior. Sua proposta é prever risco de amputação de um membro em 1 ano, baseando-se em características da ferida e do membro. Vários estudos já demonstraram seu valor prognóstico para prever o risco de amputação.

Objetivo: Avaliar se existe correlação entre o estágio clínico da classificação de WIFI e os desfechos de amputação maior em 1 ano, e de sobrevida livre de amputação em 1 ano.

Métodos: Desenho: Estudo de coorte com os pacientes diabéticos que buscaram o pronto-socorro pela presença de ferida de membro inferior. Realizada coleta de dados prospectiva. Os pacientes foram seguidos por um período de 12 meses.

Cenário: O Hospital São Paulo – Hospital Universitário da Universidade Federal de São Paulo é um hospital terciário de alta complexidade, localizado na região Sul da cidade de São Paulo, atende pacientes do sistema público de saúde.

Pacientes: Foram incluídos pacientes apresentando diagnóstico prévio de diabetes e com ferida em membro inferior, entre outubro de 2017 e agosto de 2018. Variáveis: Os desfechos principais analisados foram amputação maior em 1 ano, e sobrevida livre de amputação em 1 ano para cada estágio clínico da classificação WIFI. Também foram analisadas características demográficas, de comorbidades e sobrevida geral.

Resultados: Foram incluídos no estudo 94 pacientes, totalizando 97 membros com ferida (estágio 1, 4%; estágio 2, 15%; estágio 3, 27%; estágio 4, 54%).
O desfecho de amputação maior em 1 ano ocorreu com maior frequência com o aumento do estágio clínico da classificação (estágio 1, 0%; estágio 2, 0%; estágio 3, 50%; estágio 4, 62%; p<0,0001). A sobrevida livre de amputação em 1 ano foi menor com o aumento do estágio clínico (estágio 1, 100%; estágio 2, 92%; estágio 3, 42%; estágio 4, 24%; p<0,0001). Não houve diferença na comparação de características demográficas, incidência de comorbidades e sobrevida geral entre os estágios clínicos.

Conclusão: A classificação WIFI mostrou valor prognóstico no aumento do risco de amputação maior e na diminuição da sobrevida livre de amputação em 1 ano com o aumento do estágio clínico nos pacientes estudados.

Comentador: Dr. Nelson De Luccia

Avaliação epidemiológica de aorta torácica através de tomografia computadorizada de baixa dosagem