O PAPEL DA ENDARTERECTOMIA POR EVERSÃO DA ARTÉRIA ILÍACA EXTERNA NO TRATAMENTO DA ISQUEMIA CRÍTICA DE MEMBROS, NA DOENÇA OBSTRUTIVA ILIACOFEMORAL TASC II C E D

2020-07-01T13:21:40-03:00

Autores: Júlio César Gomes Giusti; Samara Soares (apresentadora); André Trento; Marcus Vinicius Martins Cury; Fábio Henrique Rossi; e Francisco Cardoso Brochado Neto

Instituição: Hospital Municipal Dr. Carmino Carrichio – Tatuapé

Introdução: O tratamento endovascular da doença obstrutiva iliacofemoral é uma abordagem desafiadora, principalmente nas lesões TASC II C e D. Portanto, o procedimento de revascularização em tais situações é preferencialmente realizado por derivação arterial com materiais sintéticos (próteses). O objetivo deste estudo é relatar a viabilidade técnica e os resultados a médio prazo da EEAIE, como uma opção autóloga alternativa ao uso de próteses.

Método: Estudo retrospectivo de um banco de dados prospectivo, com 18 EEAIE, realizado entre setembro de 2015 a fevereiro de 2020, exclusivamente para tratamento de isquemia crítica de membros inferiores, em pacientes com risco aumentado de infecção cirúrgica pós-operatória e com padrão arterial obstrutivo inadequado para tratamento endovascular. As variáveis demográficas, clínicas e os resultados foram coletados do banco de dados prospectivo. Os principais desfechos foram: permeabilidade primária, permeabilidade cumulativa, sobrevida livre de amputação e sobrevida global (OS), todos acessados pelo método de Kaplan-Meier. Os desfechos secundários incluíram: mortalidade em 30 dias e complicações cirúrgicas no pós-operatório.

Resultados: A média de idade foi de 64,8 ± 8,3 anos (54 – 87), com predomínio do sexo masculino (n = 12, 66,6%). A mediana do período de acompanhamento foi de 1012, IC 95% [119, 1365] dias. A maioria foi classificada como categoria Rutherford 5 (n = 13, 72,2%) e a média pré-operatória do índice tornozelo-braquial (ITB) foi de 0,38 ± 0,22. A perviedade primária, perviedade cumulativa, sobrevida livre de amputação e sobrevida global em 720 dias foram de 81%, 92%, 80% e 88%, respectivamente. Não houve mortalidade em 30 dias ou infecção cirúrgica pós-operatória.

Conclusão: A reconstrução iliacofemoral, através da EEAIE,
é um procedimento cirúrgico eficaz, com boas taxas de perviedade, sobrevida livre de amputação e sobrevida global. Além
disso, pode ser considerada uma opção interessante e segura,
principalmente nos casos em que a prótese deve ser evitada.

Comentador: Dr. Cid J. Sitrângulo Jr.

Avaliação epidemiológica de aorta torácica através de tomografia computadorizada de baixa dosagem
O PAPEL DA ENDARTERECTOMIA POR EVERSÃO DA ARTÉRIA ILÍACA EXTERNA NO TRATAMENTO DA ISQUEMIA CRÍTICA DE MEMBROS, NA DOENÇA OBSTRUTIVA ILIACOFEMORAL TASC II C E D2020-07-01T13:21:40-03:00

ANGIOPLASTIA COM BALÃO FARMACOLÓGICO VERSUS IMPLANTE DE STENT DE NITINOL EM OBSTRUÇÕES DO SEGMENTO FÊMORO-POPLÍTEO: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO

2020-07-01T13:11:50-03:00

ANGIOPLASTIA COM BALÃO FARMACOLÓGICO VERSUS IMPLANTE DE STENT DE NITINOL EM OBSTRUÇÕES DO SEGMENTO FÊMORO-POPLÍTEO: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO

Autores: Thiago Osawa Rodrigues (apresentador); Fabio Herique Rossi; Bruno Lorenção de Almeida; Miguel Monteiro Tannus; Camila Baumann Beteli; Nilo Mitsuru Izukawa; e Antônio Massamitsu Kambara

Instituição: Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia – São Paulo

Introdução: A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) é uma das possíveis manifestações da Aterosclerose, e o segmento fêmoro-poplíteo é o território acometido em mais de 50% dos casos. A grande extensão da Artéria Femoral Superficial (AFS), somada às forças que sobre ela atuam, faze com que essa artéria seja um grande desafio para o tratamento endovascular. A superioridade da angioplastia com stent de nitinol sobre a angioplastia convencional com balão é bem documentada. Por outro lado, o uso de balões eluídos com droga antiproliferativa – como o Paclitaxel (In.PactTM) – mostrou-se seguro e capaz de promover o aumento na perviedade em comparação aos resultados dos balões convencionais. O objetivo desse estudo foi avaliar os resultados da angioplastia com balão farmacológico em comparação ao implante de stent de nitinol, no território da AFS.

Método: Ensaio clínico prospectivo, randomizado, unicêntrico, simples-cego, realizado em 85 pacientes com DAOP fêmoro-poplítea Classificação de Rutherford 3 ou superior – e documentação angiográfica de obstrução superior a 70% ou oclusão e com até 10 cm de extensão. Os pacientes foram divididos em dois grupos: Stent de Nitinol ou Balão eluído em Paclitaxel, sendo acompanhados após 3, 6 e 12 meses do procedimento.
O desfecho primário estudado foi a Taxa de perviedade primária, definida como ausência combinada de Revascularização de lesão alvo (Target Lesion Revascularization – TLR), restenose >50% ao doppler e/ ou oclusão.

Resultados: A presença de oclusão total foi observada em 71,4%, e a necessidade de stent provisional de 16,7%. Avaliamos a hipótese de não inferioridade do DCB em relação ao STENT, com margem de -10%, e o resultado do teste apresenta valor-p 0,007, ou seja, temos evidências de não inferioridade do DCB em relação ao STENT quanto à taxa de perviedade ao final de 12 meses (89,7% no grupo DCB e 80,0% no grupo
STENT – p= 0,21).

Conclusão: O balão eluído com droga antiproliferativa (In. PactTM) demonstrou-se não inferior a angioplastia com implante de stent em nitinol no tratamento das lesões obstrutivas do segmento fêmoro-poplíteo de até 10 cm de extensão.

Comentador: Dr. Calógero Presti

Avaliação epidemiológica de aorta torácica através de tomografia computadorizada de baixa dosagem
ANGIOPLASTIA COM BALÃO FARMACOLÓGICO VERSUS IMPLANTE DE STENT DE NITINOL EM OBSTRUÇÕES DO SEGMENTO FÊMORO-POPLÍTEO: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO2020-07-01T13:11:50-03:00

CORREÇÃO CIRÚRGICA DO ANEURISMA DA AORTA ABDOMINAL EM 2.693 PACIENTES EM 10 ANOS NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE: UMA ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA NA MAIOR CIDADE BRASILEIRA

2020-07-01T12:51:22-03:00

Autores: Marcelo Passos Teivelis; Marcelo Fiorelli Alexandrino da Silva (apresentador); Nickolas Stabellini; Dafne Braga Diamante Leiderman; Wellington Araujo Nogueira; Claudia Szlejf; Edson Amaro Junior; e Nelson Wolosker

Instituição: Hospital Albert Einstein

Introdução: Para aneurismas da aorta infrarrenal (AAAIR), diferentes estudos demonstraram menor mortalidade nos primeiros 30 dias para a técnica endovascular, com resultados confl itantes na diferença de mortalidade e custo-benefício a longo prazo para as diferentes técnicas.

Métodos: Dados públicos do Sistema Único de Saúde das cirurgias de correção do AAAIR realizados em São Paulo, entre 2008 e 2017, foram extraídos na web. Foram avaliados sexo, idade, município de residência, técnica operatória, estado eletivo ou urgente, número de cirurgias (total e por hospital), mortalidade durante a internação, tempo de permanência no estabelecimento (dias), tempo médio de permanência na unidade de terapia intensiva e valores pagos pelo
sistema governamental.

Resultados: Foram analisados 2.693 procedimentos; 78,7% dos pacientes eram do sexo masculino e 70,7% dos pacientes tinham 65 anos ou mais. Aproximadamente, 62,7% dos indivíduos possuíam endereço residencial cadastrado no município. Do total de cirurgias, 64,02% eram casos eletivos. Houve 288 óbitos hospitalares (mortalidade de 10,69%). A mortalidade durante a internação por cirurgia endovascular foi menor que a cirurgia aberta, tanto no contexto eletivo (4,13% versus 14,42%) quanto no contexto de emergência (9,73% versus 27,94%) (p = 0,019). O hospital com maior número de cirurgias (n = 635) apresentou menor mortalidade intra-hospitalar (3,31%). Um total de US$ 24.835.604,84 foi pago; uma média de $ 2.318,63 foi paga para cirurgia aberta eletiva, $ 3.420,10 para cirurgia aberta de emergência, $ 12.157,35 para cirurgia endovascular eletiva e $ 12.969,12 para cirurgia endovascular urgente. Os valores de custo do procedimento endovascular foram estatisticamente superiores aos valores pagos pelas cirurgias abertas (p<0,001).

Conclusão: As cirurgias endovasculares foram realizadas duas vezes mais que as cirurgias abertas; com menor tempo de internação e menor mortalidade, mas exigiram maior aporte fi nanceiro do Sistema Único de Saúde quando comparados às cirurgias abertas.

Comentador: Dr. Winston Yoshida

Avaliação epidemiológica de aorta torácica através de tomografia computadorizada de baixa dosagem
CORREÇÃO CIRÚRGICA DO ANEURISMA DA AORTA ABDOMINAL EM 2.693 PACIENTES EM 10 ANOS NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE: UMA ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA NA MAIOR CIDADE BRASILEIRA2020-07-01T12:51:22-03:00
Ir ao Topo