ANÁLISE DE PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS VASCULARES PARA ESTENOSE CAROTÍDEA PAGOS PELO SUS NA CIDADE DE SP

2020-03-13T22:13:23-03:00Reunião Científica - 27/02/2020, Reunião Científica São Paulo, Vídeos, Vídeos 2020|

Autores: Nickolas Stabellini, Nelson Wolosker, Dafne Braga Diamante Leiderman, Marcelo Fiorelli Alexandrino da Silva, Wellington Araújo Nogueira, Edson Amaro Junior e Marcelo Passos Teivelis

Apresentador: Dr. Marcelo Fiorelli Alexandrino da Silva

Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein

Introdução: O AVC (acidente vascular cerebral) é a segunda principal causa de morte no mundo, com aproximadamente 5,7 milhões de casos / ano e a estenose carotídea é responsável por 10 a 20% dos casos.

Materiais e métodos: No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) é um sistema público de saúde com financiamento de impostos e que atende cerca de metade da população. São Paulo é a oitava maior cidade do mundo, com uma população estimada em mais de 12 milhões de pessoas, das quais mais de 5 milhões dependem exclusivamente do SUS. Este estudo tem como objetivo descrever as angioplastias carotídeas (CAS) e endarterectomias carotídeas (CEA), realizadas entre 2008 e 2017, na cidade de São Paulo, através da análise na web de bancos de dados publicamente disponíveis.

Resultados: foram realizados 3.704 procedimentos de revascularização da carótida entre 2008 e 2017, dos quais 2.432 eram CAS (65,7%). As taxas de CAS variaram de 59,9% em 2016 a 86% em 2011. Houve 57 óbitos hospitalares (1,54%), 34 após CAS (1,4 %; 34 / 2.432) e 23 após CEA (1,81%; 23 / 1.272 ) (p = 0,562). Os valores monetários repassados pelo SUS foram de US$ 7.862.017,09 (81,44% do total) para 2.432 procedimentos de CAS e US$ 1.792.324,06 (18,56% do total) para 1.272 procedimentos de CEA. O reembolso médio do SUS para CAS (US$ 3.232,73) foi mais que o dobro do CEA (US$ 1.409,05).

Conclusões: Em uma cidade cuja população excede a de alguns países europeus, os custos de CAS e CEA para o sistema público de saúde totalizaram mais de US$ 9 milhões em 10 anos. Epidemiologicamente, o CAS foi realizado com mais frequência que o CEA, sem diferença na mortalidade hospitalar entre CAS e CEA, mas os reembolsos foram 2,29 vezes maiores para CAS.

Moderador: Dr. Carlos Eduardo Varela Jardim

Avaliação epidemiológica de aorta torácica através de tomografia computadorizada de baixa dosagem

ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES PORTADORES DE LINFEDEMA DOS MEMBROS DO AMBULATÓRIO DE LINFOLOGIA DA EPM-UNIFESP

2020-03-13T22:22:08-03:00Reunião Científica - 27/02/2020, Reunião Científica São Paulo, Vídeos, Vídeos 2020|

Autores: Vinicius Bignatto de Carvalho, Giulliana Barreira Marcondes, Rafael Bernardes de Ávila, Antonio Carlos Moura Neto, Rebeca Mangabeira, Brena Santos, Ana alyra de Carvalho, Libnah Leal Areias, Gabriela Attie, Caio Augusto de Souza, Juliana Pagotto Trevizo, Vladimir Vasconcelos, Ronald Luiz Gomes Flumignan, Wellington Lustre, Jorge Eduardo de Amorim, José Carlos Costa Baptista-Silva, Luis Carlos Uta Nakano e Henrique Jorge Guedes Neto.

Apresentador: Dr. Vinicius Bignatto de Carvalho

Instituição: Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo

Introdução: O linfedema de membros é uma doença crônica, de etiologias variadas, caracterizada por edema, que não regride completamente com 24 horas de repouso, pouco depressível, geralmente unilateral, e marcado por crises de erisipela de repetição. Classificados em primário e secundário, tem como base fisiopatológica a deterioração dinâmica e/ ou mecânica do sistema linfático, levando ao edema rico em proteínas de alto peso molecular. Mundialmente, o tipo mais comum é o secundário à filariose, já em países desenvolvidos, é o secundário ao tratamento do câncer de mama. O diagnóstico é clínico, a partir de achados típicos da anamnese e exame físico, complementado por exames subsidiários como ultrassom Doppler venoso, linfocintilografia e ressonância magnética de membros. O tratamento baseia-se na terapia física complexa, compressão elástica ou inelástica e controle de infecções. Através da redução volumétrica do membro e da redução da recorrência de erisipelas, permite-se a melhora funcional do membro e do quadro psicossocial do indivíduo.

Objetivo: Avaliar o perfil epidemiológico dos pacientes com linfedema, atendidos no ambulatório de linfologia da Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo.

Material e método: Estudo observacional e transversal de pacientes em seguimento no ambulatório de linfologia de Hospital Universitário de São Paulo, incluídos entre março de 2017 e junho de 2019, sem seguimento prospectivo.
Resultados: A amostra foi composta por 86 pacientes, com idade variando entre 8 meses e 94 anos, sendo maioria feminina (67,4% dos pacientes). O linfedema secundário é a principal causa (61,6%), sendo o pós-infeccioso o subtipo mais comum da casuística, cerca de 50,9% de todos secundários. Os estágios mais avançados (II e III de Mowlem) representam a maioria dos casos: 79,1%. Em relação às infecções, 70,9% da amostra já apresentou episódio prévio; sendo que, destes, 62,3% apresentaram recorrência da infecção e indicação de antibiótico profilaxia. Não identificamos, dentre as variáveis clínicas analisadas (infecção de repetição, doença venosa crônica associada e classificação etiológica), associação estatisticamente significativa entre as mesmas e piores graus de linfedema.

Discussão: Encontrou-se uma variável e complexa gama de etiologias de linfedema dentro da amostra, reflexo do objetivo do estudo, diferentemente da maioria dos estudos globalmente sobre o assunto, os quais versam, essencialmente, sobre linfedema pós-tratamento oncológico do câncer de mama, ou pós-infeccioso, de acordo com a localização do estudo. A etiologia pós-infecciosa destacou-se, na amostra, conferindo ao serviço características de países em desenvolvimento. Além disso, os estágios mais avançados (II e III de Mowlem) da doença foram os mais encontrados, o que vai ao encontro dos principais trabalhos mundiais. Já os estágios subclínicos, diferentemente da tendência mundial de aumento, não foram identificados. A alta prevalência de infecção na amostra corrobora os achados mundiais. Por sua vez, a recorrência de infecções encontra-se acima do encontrado na literatura mundial, podendo estar relacionado à má aderência medicamentosa, e falta de autocuidados básicos de higiene. Por fim, como análises adicionais ao estudo epidemiológico, a não associação entre piores graus de linfedema e as variáveis clínicas levantadas (infecção de repetição, doença venosa crônica associada e classificação etiológica), deve-se provavelmente à heterogeneidade e tamanho da amostra.

Conclusão: O estudo revelou o perfil epidemiológico de um serviço de linfologia de São Paulo, marcado pela alta prevalência de causas secundárias de linfedema, com uma amostra bem heterogênea de etiologias e altas taxas de infecções relacionadas à doença, além da elevada recorrência das mesmas.

Moderador: Dr. Glauco Fernandes Saes

Avaliação epidemiológica de aorta torácica através de tomografia computadorizada de baixa dosagem
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