MOBILIZAÇÃO DO MEMBRO SUPERIOR PROVOCA DEFORMIDADE DE CATETERES TOTALMENTE IMPLANTÁVEIS

2020-09-02T11:42:25-03:00Reunião Científica - 27/08/2020, Reunião Científica São Paulo, Vídeos, Vídeos 2020|

Autores: Dafne Braga Diamante Leiderman, Kauê Polizel Souza, Carlos Eduardo Tomé Binatti, Cynthia de Almeida Mendes, Marcelo Passos Teivelis, Carolina Faustino Brito, Dânae Braga, Diamante Leiderman e Nelson Wolosker

Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein

Introdução: Incidência de fratura de cateteres totalmente implantáveis é de 0.48-5% e é uma complicação potencialmente fatal. Os mecanismos de fratura de cateteres implantados via jugular não são claros na literatura e se os movimentos extremos do braço poderiam ser um fato de risco adicional por levar ao estresse repetitivo do material. O objetivo desse estudo é demonstrar e classificar as deformidades no cateter, provocadas pela mobilização extrema do braço e relacioná-la com alterações de funcionamento e deslocamento do cateter.

Métodos: Analisamos 60 pacientes consecutivos no intraoperatório ao fim do implante com auxílio da radioscopia. Foram realizadas imagens em três posições: braço em máxima abdução, a máxima elevação frontal e máxima adução, e comparadas com a imagem em repouso. Para classificar as deformidades, o cateter foi dividido em três regiões: A, que consiste no segmento entre o cateter e o reservatório subcutâneo; B, no seu trajeto subcutâneo; e C, sua entrada na veia jugular. As deformidades foram classificadas de forma comparativa, sendo 0 (sem nenhuma alteração), 1 (alterações leves que não aparentam colocar em risco a integridade e o funcionamento) e 2 (alterações maiores, como torções, angulações agudas, loopings e kinkings). Foram analisadas também alterações do seu funcionamento (fluxo e refluxo) e deslocamentos do reservatório e ponta do cateter
em cada posição.

Resultados: Apenas 15% não tiveram nenhuma deformidade, 33,3% tiveram deformidade em uma posição e 41,7% apresentaram em 2 posições e 10% apresentaram nas três posições. A deformidade leve esteve presente em 70% dos pacientes, a tipo 2 em 40% e 25% apresentaram os dois tipos. Das alterações graves, 25% foi em máxima elevação, 23,3% foi em máxima adução e nenhuma foi em máxima abdução. A região B foi a mais afetada, com 57,8% das deformidades leves e 78,1% das graves. Não houve alteração de funcionamento em 91,7% dos cateteres. A máxima adução causou maiores deslocamentos da
ponta do cateter e do reservatório na horizontal. Maiores índices de massa corpórea foram associados com deformidades graves.

Conclusão: Os movimentos de máxima elevação e máxima adução estão relacionados com o maior risco de deformidades graves do cateter e o trajeto subcutâneo foi a região mais deformada. Há uma associação entre deformidades graves do cateter e paciente com maiores BMI, e não houve correlação significativa dessas deformidades com a idade e sexo. E não há associação significativa com as deformidades ou o deslocamento da ponta ou do reservatório do cateter com alteração do seu funcionamento.

Comentador: Dr. Guilherme Yazbek

MOBILIZAÇÃO DO MEMBRO SUPERIOR PROVOCA DEFORMIDADE DE CATETERES TOTALMENTE IMPLANTÁVEIS

TRATAMENTO CIRÚRGICO DE VARIZES EM 66.577 PACIENTES EM 11 ANOS NO SISTEMA PÚBLICO DE SAÚDE

2020-09-02T11:47:30-03:00Reunião Científica - 27/08/2020, Reunião Científica São Paulo, Vídeos, Vídeos 2020|

Autores: Marcelo Fiorelli Alexandrino da Silva, Marcelo Passos Teivelis, Dafne Braga Diamante Leiderman, Maria Fernanda Cassino Portugal, Nickolas Stabellini, Edson Amaro Junior e Nelson Wolosker

Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein

Introdução: A insuficiência venosa crônica (IVC) abrange um vasto espectro de doenças, desde apresentações leves às mais severas.
O objetivo deste estudo é avaliar a frequência de ocorrência do tratamento convencional de varizes dos membros inferiores (TCV) realizado no sistema público de saúde em São Paulo, entre 2008 e 2018.

Métodos: Todos os dados são oriundos de acesso público, coletados da plataforma TabNet, parte do  sistema de informação de saúde do DATASUS, do Ministério da Saúde. A coleta de informações foi otimizada por meio do uso de programas de acesso automático.

Resultados: Um total de 66.577 procedimentos de TCV foram realizados em São Paulo, entre 2008 e 2018. A maior parte dos pacientes era do sexo feminino (79.31%) e 49.338 dos procedimentos (74.11%) foram realizados em pacientes com 40 anos ou mais. A maioria dos pacientes tratados era procedente de São Paulo (90.78%). Houve três casos de óbitos intra-hospitalares (mortalidade global de 0.0045%).
A maior parte dos pacientes permaneceu hospitalizado por um curto intervalo de tempo, sendo 54.8% dos casos associados a estadias inferiores a um dia, 32% estadias de um dia, e 11.6% estadias de dois dias. Um repasse total de R$ 42,274,624.37 foi destinado às instituições que realizaram procedimentos de TCV ao longo dos anos estudados, com custo médio por procedimento de R$ 634.97.

Conclusão: Procedimentos para tratamento de varizes dos membros inferiores totalizaram 66.577 casos em 11 anos, demandando R$ 42,274,624.37 do sistema público de saúde. Uma tendência para aumento do número de procedimentos por ano foi observada ao longo do tempo de estudo.

Comentador: Dr. Marcelo Calil Burihan

MOBILIZAÇÃO DO MEMBRO SUPERIOR PROVOCA DEFORMIDADE DE CATETERES TOTALMENTE IMPLANTÁVEIS

DIAGNÓSTICO DE COVID-19 EM PACIENTES COM ISQUEMIA CRÍTICA DE MEMBROS INFERIORES: COMPLICAÇÕES E DESFECHOS CLÍNICOS

2020-09-02T11:53:41-03:00Reunião Científica - 27/08/2020, Reunião Científica São Paulo, Vídeos, Vídeos 2020|

Autores: Rafael de Athayde Soares, Rafael Salem Vedovello, Samanta Christine Guedes de Medeiros, Celso Zaff ani Nunes, Carlos Alberto Sian e Paulo Daenekas de Melo Jorge

Instituição: Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital Regional Sul

Introdução: A Covid-19 pode afetar desproporcionalmente as pessoas com doença cardiovascular. As séries de casos relataram arritmias cardíacas como eventos terminais em pacientes com infecção por Covid-19. Além disso, o SARS-CoV-2, o agente causador da Covid-19, demonstrou estabelecer-se no hospedeiro através do uso da enzima conversora de angiotensina 2 como seu receptor celular. Sabe-se também que o diabetes pode aumentar os riscos de infecções, incluindo influenza e pneumonia. De fato, o diabetes estava presente em 42,3% das 26 mortes por Covid-19 em Wuhan, China. Outro estudo, em 150 pacientes (68 mortes e 82 pacientes recuperados) em Wuhan, demonstrou que o número de comorbidades é um preditor significativo de mortalidade em pacientes com infecção por Covid-19.

Resultados: Paciente do sexo masculino, 67 anos, diabético, hipertenso, admitido no pronto-socorro com histórico de úlcera necrótica no maléolo externo do membro inferior esquerdo, sem pulsos poplíteos e distais palpáveis. A ultrassonografia Doppler arterial identificou oclusão femoropoplítea, com reenchimento de artéria poplítea infragenicular e perviedade da artéria fibular. Foi realizado procedimento endovascular, com necessidade de acesso por punção retrógrada na artéria poplítea para restabelecer o fluxo sanguíneo e implante de stent em artéria poplítea. O sucesso técnico foi alcançado e, em seguida, o paciente foi submetido ao desbridamento da ferida. No segundo dia, depois de 48 horas do pós-operatório, o paciente apresentou quadro respiratório, como tosse e dispneia. Foi submetido a uma tomografia computadorizada do tórax que identificou opacidades em vidro fosco e broncograma aéreo bilateralmente nos pulmões, com teste de RT–PCR positivo para o Sars-Cov-2. O paciente foi transferido para uma unidade de terapia intensiva, necessitando de ventilação mecânica.
Recebeu hidroxicloroquina e azitromicina. Apesar do tratamento em suporte intensivo, o paciente morreu quatro dias após o diagnóstico de Covid-19.

Conclusão: Este relato de caso demonstrou que um paciente com isquemia crítica do membro submetido a um procedimento endovascular apresentou uma evolução fatal no pós-operatório devido a uma infecção por Covid-19, corroborando a ideia de que pacientes com doença oclusiva arterial periférica, devido a comorbidades clínicas, tais quais, idade avançada, hipertensão e diabetes, estão relacionadas ao pior prognóstico quando infectado com SARS-Cov-2. Mais estudos sobre o tratamento para a Covid-19 são necessários na literatura geral.

Comentador: Dr. Fábio Rodrigues Ferreira do Espírito Santo

DIAGNÓSTICO DE COVID-19 EM PACIENTES COM ISQUEMIA CRÍTICA DE MEMBROS INFERIORES: COMPLICAÇÕES E DESFECHOS CLÍNICOS
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