RESISTÊNCIA E ELASTICIDADE DE FRAGMENTOS DA PAREDE ANTERIOR DE ANEURISMAS DA AORTA ABDOMINAL SUBMETIDOS A TESTE BIOMECÂNICO DESTRUTIVO UNIAXIAL. ESTUDO COMPARATIVO ENTRE SEXO MASCULINO E FEMININO

2020-10-13T12:14:05-03:00Reunião Científica - 30/09/2020, Reunião Científica São Paulo, Vídeos, Vídeos 2020|

Autores: Andressa Cristina Sposato Louzada (apresentadora), Pedro Puech-Leão, Nelson De Luccia e Erasmo Simão da Silva

Instituição: Serviço de Cirurgia Vascular e Endovascular do HCFMUSP – LIM02

Contexto: Apesar de vários estudos relacionados ao risco de maior expansão e rotura de aneurismas da aorta abdominal (AAA) em mulheres, o tema permanece controverso e sem uma causa conhecida que explique esse comportamento clínico.

Objetivo: Comparar a resistência e elasticidade de fragmentos de aneurismas da aorta abdominal, por meio de testes biomecânicos destrutivos uniaxiais. Estes fragmentos foram removidos da parede anterior do saco aneurismático de homens e mulheres, operados pela via aberta, para análise comparativa.

Método: Análise retrospectiva de resultados de testes biomecânicos realizados em espécimes colhidos de 119 pacientes submetidos a reparo aberto de AAA. Dois grupos, sexo masculino e feminino, foram constituídos e os parâmetros biomecânicos analisados foram: tensão de falência e deformação de falência dos espécimes submetidos à tração.
As variáveis relacionadas aos grupos foram: idade, diâmetro transverso máximo do AAA, histórico de hipertensão arterial (HAS), diabetes (DM), insuficiência coronariana (ICO) e tabagismo.

Resultados: A amostra de população estudada foi composta por 119 indivíduos, sendo 32 do sexo feminino (26.89%) e 87 do sexo masculino (73.11%). As 75.86% das amostras de aorta obtidas da população masculina e 84.38% da população feminina eram de aneurismas íntegros operados eletivamente (p=0.319).
A média da idade dos indivíduos do sexo masculino foi 65.4 anos (95% CI 63.96107 – 66.93548) e do sexo feminino foi 69.2 anos (95% CI 66.59176 – 71.78324), sendo que a diferença de idade entre os grupos foi estatisticamente significativa (p=0.0143).
Quanto às comorbidades estudadas, os grupos são comparáveis, não havendo diferença estatisticamente significativa entre os sexos (Tabela 1).
Quanto às características dos aneurismas, também não houve diferença estatisticamente significativa entre os sexos, sendo similares as medianas do diâmetro transversal máximo, da espessura da parede, da tensão de rotura e da deformação de falência (Tabela 2).
Nas regressões lineares multivariadas da tensão de rotura e da deformação de falência, não houve nenhuma correlação com significância estatística com: idade, sexo, tabagismo, hipertensão arterial sistêmica ou doença arterial coronariana.
À análise de possíveis preditores para a tensão de rotura e para a deformação de falência, controlando-se por sexo, idade, tabagismo, diabetes, doença arterial coronariana, hipertensão, diâmetro, espessura, foram encontradas correlações distintas nas aortas masculinas e femininas.
Nas aortas masculinas, foi encontrada correlação linear positiva entre tensão de rotura e espessura da parede, com coeficiente de 7.4467 (CI 95% 3.2200 – 11.6734; p<0.01), e uma tendência de correlação linear com o diâmetro (p=0.053).
Já a deformação de falência das aortas masculinas, teve correlação linear positiva com a espessura da aorta, com coeficiente de 9.9413 (95% CI 2.9898 – 16.8927; p<0.01) e com diabetes mellitus, com coeficiente de 13.81967 (95% CI 4.092052 – 23.54729; p<0.01).
Em contraste, nas aortas femininas não foram encontradas correlações estatisticamente significativas entre tensão de rotura e espessura ou diâmetro, ou entre deformação de falência e espessura ou diabetes mellitus, mas somente entre a tensão de rotura e a deformação de falência, com coeficiente de 0.2899 (CI 95% 0.1592 – 0.4205; p<0.01).

Conclusão: Nos testes biomecânicos uniaxiais destrutivos de fragmentos da parede anterior do saco aneurismático de homens e mulheres não se encontrou diferença significativa quanto aos valores de resistência e elasticidade. No entanto, ao se analisar possíveis fatores clínicos e biomecânicos que contribuíssem para os valores encontrados, foram encontradas diferenças entre os sexos.
Nos homens, a tensão de rotura e a deformação de falência aumentam conforme a espessura da parede da aorta, e a deformação de falência se correlaciona positivamente também com diabetes mellitus. Já nas mulheres, essas correlações não se provaram estatisticamente significativas, porém foi encontrada uma correlação linear positiva significativa entre tensão de rotura e deformação de falência, ausente nos homens.

Comentador: Dr. Otávio Henrique Ninomiya
Cópia de sbacvsp_30.09.2020_trabalho02

MOBILIZAÇÃO DO MEMBRO SUPERIOR PROVOCA DEFORMIDADE DE CATETERES TOTALMENTE IMPLANTÁVEIS

ESTUDO DOS SINAIS TOMOGRÁFICOS DE INSTABILIDADE EM ANEURISMAS ABDOMINAIS AORTO-ILÍACOS

2020-10-13T12:11:28-03:00Reunião Científica - 30/09/2020, Reunião Científica São Paulo, Vídeos, Vídeos 2020|

Autores: Bruno Fabrício Feio Antunes (apresentador), Marcelo Passos Teivelis, e Nelson Wolosker

Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein

Introdução: O aneurisma do eixo aorto-ilíaco é uma doença de alta mortalidade quando sintomático.O diagnóstico precoce de sinais que podem estar associados à ruptura e o tratamento do aneurisma em tempo hábil podem evitar a ocorrência desta e diminuir sua mortalidade.

Objetivos: Avaliar a prevalência dos sinais de instabilidade em pacientes assintomáticos com aneurismas abdominais do eixo aorto-ilíaco submetidos à tomografia de abdome e pelve em uma única instituição.

Descrever se algum desses sinais em pacientes assintomáticos, esteve associado à ruptura posterior, assim, como descrever o tempo em que cada sinal esteve livre de ruptura.
Métodos: Estudo retrospectivo de aneurismas do eixo aorto-ilíaco abdominal, relatados em laudos de tomografia de um único serviço em 10 anos. Os laudos foram revisados por dois observadores, e os
pacientes com sinais de instabilidade divididos em três grupos: (1) sintomático inicial, de pacientes que apresentavam dor abdominal ou lombar, (2) sintomático tardio, assintomáticos na primeira tomografia, que apresentaram sintomas e realizaram novo exame, e (3) sempre assintomáticos que nunca apresentaram sintomas. Foram utilizados os quatro principais sinais da literatura: 1) sinal do crescente; 2) descontinuidade das calcificações circunferenciais; 3) protuberâncias ou bolhas
na parede arterial; 4) drape aorta.

Resultados: Identificamos 759 aneurismas do eixo aorto-ilíaco, encontramos 41 exames, de pacientes diferentes, com sinais de instabilidade. Dez, dos 41 pacientes, estavam sintomáticos quando realizaram a primeira tomografia, levando a uma prevalência em assintomáticos de 4.14% (n=31/749). A descontinuidade das calcificações foi o sinal mais frequente em 46,3% dos casos (n= 19/41). Não foi observada diferença estatística da prevalência dos sinais de instabilidade entre os três grupos. Do total de pacientes, com sinais de instabilidade, 26 foram operados, sendo nove nos sintomáticos iniciais, dois em sintomáticos tardios e 15 nos sempre assintomáticos. Em 11 pacientes assintomáticos, que fizeram tomografias de controle, 54,5% destes evoluíram com aumento do diâmetro do aneurisma, três evoluíram com ruptura (todos com descontinuidade das calcificações), sendo em um deles sem aumento do diâmetro do aneurisma. O tempo médio entre as tomografias foi de 542,33 dias, variando de cinco a 1.961 dias.

Conclusões: Menos de 5% dos pacientes assintomáticos apresentaram algum sinal de instabilidade. A presença de descontinuidade das calcificações foi o sinal mais frequente e talvez esteja associada a um maior risco de apresentação de sintomas futuros, podendo ser considerada como indicativo de cirurgia mais precoce. O tempo livre de ruptura para a maioria dos sinais foi maior que 100 dias, houve manutenção dos sinais de instabilidade, com crescimento dos aneurismas nos pacientes
de seguimento clínico, mostrando que somente o sinal na ausência de outros fatores clínicos ou outras características do aneurisma não é suficiente para indicar uma cirurgia, não podendo associar as rupturas ocorridas ao sinal de instabilidade pela não significância do estudo.

Comentador: Dr. Edwaldo Edner Joviliano

sbacvsp_30.09.2020_trabalho03

MOBILIZAÇÃO DO MEMBRO SUPERIOR PROVOCA DEFORMIDADE DE CATETERES TOTALMENTE IMPLANTÁVEIS

INCIDÊNCIA, DIAGNÓSTICO, TRATAMENTO E DESFECHOS DE TROMBOEMBOLIA VENOSA EM PACIENTES COM COVID-19 EM UM HOSPITAL QUATERNÁRIO NO BRASIL

2020-10-13T11:54:13-03:00Reunião Científica - 30/09/2020, Reunião Científica São Paulo, Vídeos, Vídeos 2020|

Autores: Marcela Juliano Silva Cunha, Carlos Augusto Ventura Pinto, João Carlos de Campos Guerra, Adriano Tachibana, Maria Fernanda Cassino Portugal (apresentadora), Leonardo José Rolim Ferraz e Nelson Wolosker

Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein

Objetivo: Infecções virais foram previamente correlacionadas a estados protrombóticos, e a nova infecção pelo vírus Sars-COV-2 foi associada a níveis elevados de D-dímero, embora não haja relação causal bem estabelecida em literatura. Este trabalho tem como objetivo analisar a incidência, fatores populacionais, formas de tratamento e desfechos da ocorrência de eventos tromboembólicos venosos (TEV), em um grupo de 484 pacientes, hospitalizados por Covid-19, em um hospital quaternário.

Métodos: Um estudo retrospectivo foi conduzido através da análise de prontuário de pacientes que apresentaram TEV (trombose venosa profunda [TVP] e/ou embolia pulmonar [EP]) concomitantemente a um quadro de Covid-19, internados em um hospital quaternário de São Paulo – SP. A prevalência de TVP, características demográficas e clínicas, sítio de TVP e EP, variação do D-dímero, regime de anticoagulação, métodos terapêuticos adicionais e desfechos foram avaliados. Dados categóricos foram expressos como frequências absolutas e porcentagens, e dados contínuos, como médias com desvio padrão e valores mínimos e máximos. Os valores de D-dímero superiores a 3,000 ng/mL foram\ individualizados no segundo momento de ocorrência com uso do método de Bonferroni e comparados por meio de equações de estimativa generalizada. Os testes foram conduzidos com nível de significância de 5%.

Resultados: Um total de 484 casos confirmados de Covid-19 foram admitidos no serviço ao longo do tempo do estudo. Destes, 13 (2.68%) apresentaram TEV concomitante. TVP associada a EP ocorreu em cinco casos; EP isolada em dois casos e TVP isolada em seis casos. A maior parte dos casos ocorreu em regime de terapia intensiva. No momento atribuído ao início do quadro, os níveis de D-dímero foram superiores a 3,000ng/Ml em oito (80%) pacientes, o que representou uma diferença significativa com relação aos níveis admissionais (p < .05). Uma queda significativa também foi observada nos valores de D-dímero na alta hospitalar (p < .05). Todos os pacientes receberam tromboprofilaxia farmacológica e/ou anticoagulação conforme indicado. Ocorreram dois óbitos ao longo do tempo do estudo, ambos pacientes com comorbidades severas. À conclusão do protocolo do estudo, nove pacientes haviam recebido alta e dois permaneciam hospitalizados, mas não apresentavam sinais de piora do quadro de TEV.

Conclusão: A prevalência de TEV em pacientes hospitalizados por Covid-19 foi de 2.7%, sendo mais frequente a ocorrência em terapia intensiva.
A instituição precoce de profilaxia e de anticoagulação plena imediatamente após o diagnóstico de TEV, deve ser o objetivo para grupos dedicados ao cuidado deste tipo de paciente.

Comentador: Dr. Ronald Luiz Gomes Flumignan

sbacvsp_30.09.2020_trabalho01

MOBILIZAÇÃO DO MEMBRO SUPERIOR PROVOCA DEFORMIDADE DE CATETERES TOTALMENTE IMPLANTÁVEIS
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