ACST 2 – ASYMPTOMATIC CAROTID SURGERY TRIAL 2 – BENEFÍCIOS E LOGICA DE PARTICIPAÇÃO EM UM ESTUDO MULTICÊNTRICO EM PACIENTES COM ESTENOSE CAROTÍDEA ASSINTOMÁTICA

2018-03-20T21:44:23-03:00Reunião Científica - 24/03/2016, Vídeos 2016|

Autor: Erasmo Simão da Silva

Coautores: André E. Estenssoro, Calógero Presti, Cid Sitrângulo Jr., Gisela Tinone, Ivan Casella, José Augusto Monteiro, Walter Campos Jr., Nelson de Luccia, Pedro Puech-Leão.

Instituição: Serviço de Cirurgia Vascular e Endovascular do HCFMUSP

Resumo

Apesar de grandes estudos multicêntricos e randomizados de alta qualidade, o debate sobre o tratamento dos pacientes assintomáticos com estenose carotídea severa persiste. O ACST 2 é um estudo multicêntrico e randomizado que seleciona pacientes com estenose carotídea maior que 70% para tratamento por endarterectomia ou angioplastia stent, quando considera-se uma intervenção e do ponto de vista clínico e anatômico o paciente pode ser submetido aos dois procedimentos.

O estudo é conduzido e supervisionado pela Universidade de Oxford e conta com 32 países e 88 centros participantes no mundo. A interação com neurologista é obrigatória na análise dos eventos pós-intervenção.

Os resultados iniciais publicados em 2013 revelam incidência de AVC maior (2 óbitos + 4 com grave sequela) e AVC menor de 2.9% e IAM (1 fatal + 3 não fatais) de 0.6% em 691 pacientes. Perfazendo um quadro de AVC maior e óbito de 1% em 30 dias.

Conclusão: Neste momento já foram randomizados 2100 pacientes e a meta é de 3600 com previsão para terminar em 2019. A participação em um estudo, desta proporção, permite a possibilidade de interação estreita com a divisão de neurologia do serviço, com reconhecimento de maior número de eventos e aprimoramento no entendimento dos resultados destes procedimentos. A interação com serviços mundiais estimula a busca de excelência local.

Comentador: Dr. Bonno van Bellen

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EXPERIÊNCIA INICIAL DE TROMBECTOMIA FARMACOMECÂNICA NA EMBOLIA PULMONAR

2018-03-20T21:44:25-03:00Reunião Científica - 24/03/2016, Vídeos, Vídeos 2016|

EXPERIÊNCIA INICIAL DE TROMBECTOMIA FARMACOMECÂNICA NA EMBOLIA PULMONAR

Autor: Sidnei J. Galego

Coautores: Carine Marianne Melo Araujo, Keller Silva Santos, Thiago Vieira Santos, Oliverio Neves Sanches, João Antonio Correa.

Instituição: Hospital e Maternidade Brasil – São Luiz Rede D’ór, Faculdade de Medicina do ABC.

Introdução: O tromboembolismo venoso possui alta taxa de mobimortalidade  e corresponde a terceira causa de óbito geral em literatura médica.  É a principal causa de morte súbita em pacientes hospitalizados.

Objetivo: Apresentar a experiência inicial do grupo no tratamento endovascular em casos com embolia pulmonar aguda.

Material e métodos: Descrição retrospectiva, por meio de análise de prontuários e de imagens intraoperatórias dos primeiros casos da instituição tratados com técnicas endovasculares em embolia pulmonar maciça.  Para tanto, utilizou-se tratamento farmacomecânico com dispositivo Angiojet ® e rtpa. Trata-se de 2 pacientes do sexo feminino me período de pós operatório recente ( puerpério e dermolipectomia).  As pacientes evoluíram com disfunção ventricular direita com aumento de pressão arterial pulmonar e descompensação hemodinâmica.

Resultados: Houve sucesso técnico imediato  das 2 pacientes , com melhora clínica imediata e melhora da hipertensão arterial pulmonar, melhora da função ventilatória em 24hs. O segundo caso evoluiu alteração de função renal  , revertida de modo conservador .

Conclusão: Nesta experiência inicial, o tratamento farmacomecânico da Embolia Pulmonar Aguda maciça, mostrou-se eficaz.

Comentador: Dr. Rodrigo Bruno Biagioni

TRATAMENTO DO ANEURISMA DE AORTA ABDOMINAL EM PACIENTES COM CÂNCER

2018-03-20T21:44:25-03:00Reunião Científica - 24/03/2016, Vídeos 2016|

Autor: Guilherme Yazbek

Coautores: Kenji Nishinari, Mariana Krutman, Nelson Wolosker, Guilherme Bomfim, Bruno Soriano, Igor Fonseca, Rafael Cavalcante e Marcelo Teivelis.

Instituição: Hospital A. C. Camargo

A coexistência de ambas as doenças apresenta-se como um desafio para as equipes médicas na medida em que é necessário estabelecer prioridades terapêuticas a fim de se obter um tratamento ideal. 

O objetivo deste estudo foi analisar os resultados do tratamento de pacientes que apresentavam CA associado a AAA realizados num hospital especializado no tratamento do CA num período de 10 anos.

Material e Métodos

Este foi um trabalho retrospectivo onde os dados foram obtidos a partir de nosso banco de dados institucional e prospectivo. De setembro de 2003 a setembro de 2013, um total de 36 pacientes consecutivos portadores de AAA associado ao câncer foram submetidos a correção cirúrgica. Destes, foram excluídos 9 pelo tratamento da neoplasia ter sido realizada em outro serviço. A maioria dos pacientes era do sexo masculino (22) e a neoplasia mais freqüente foi a de próstata. O tratamento do AAA foi realizado após o tratamento do CA em 19 pacientes, antes do CA em 7 pacientes e concomitantemente em 1 caso. Foram analisados os  aspectos intra-operatórios, a técnica de tratamento empregada, a presença de complicações, a evolução clínica dos pacientes e a sua sobrevida. 

RESULTADOS

A correção endovascular foi empregada em 19 (70.4%) casos e a aberta em 8 (29.6%). O pós-operatório ocorreu sem qualquer complicação em 19 casos, mas as complicações foram mais frequentes no tratamento endovascular (36,84% versus 12,5%). Não houve nenhum caso de óbito no pós-operatório relacionado à cirurgia do aneurisma. A maioria dos pacientes de ambos os grupos estavam vivos ao final do estudo. A probabilidade de sobrevida foi de 65,8% após 3 anos e 53% após 5 anos de seguimento, sem diferença estatística entre os grupos endovascular e convencional. A maior causa de morte foi a evolução da doença neoplásica. 

Conclusão: 

 Pacientes que apresentavam a concomitância do câncer e do aneurisma de Aorta foram beneficiados pelos tratamentos cirúrgicos realizados simultaneamente ou não. O tratamento deve ser individualizado, sendo a doença de maior gravidade tratada primeiro. Ambas as técnicas para a correção do aneurisma mostraram-se equivalentes.

Comentador: Dr. Guilherme Vieira Meirelles

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