A ENDARTERECTOMIA CAROTÍDEA PODE SER INDICADA APENAS POR ULTRASSONOGRAFIA DOPPLER?

2018-03-20T21:44:25-03:00Reunião Científica - 25/02/2016, Vídeos 2016|

A ENDARTERECTOMIA CAROTÍDEA PODE SER INDICADA APENAS POR ULTRASSONOGRAFIA DOPPLER?

Autora-apresentadora: Fátima Mohamad El Hajj

Coautores: Anna Karina Paiva Sarpe; Diego Luiz Pontes Espindola; Renato Manzioni; Marcus Vinicius Martins Cury; Marcos Roberto Godoy; Marcelo Fernando Matielo; Francisco Cardoso Brochado Neto; Christiano Stchelkunoff Pecego; Roberto Sacilotto.

Introdução: A angiografia digital (Angio-digital) é o exame padrão-ouro para definição do grau de estenose carotídea. Por se tratar de um exame invasivo, o mesmo tem sido progressivamente substituído pelas angiografias por tomografia (Angio-TC) ou ressonância (Angio-RMN). Paralelamente, a ultrassonografia Doppler (DUS) é um método não invasivo, de baixo custo e consagrado na triagem de estenose carotídea. O objetivo deste estudo foi comparar os desfechos operatórios de pacientes submetidos a endarterectomia de carótida (ECA) orientada apenas por DUS ou combinada com outro exame de imagem contrastado (angio digital, TC ou RMN).

Método: De Outubro de 2000 a Maio de 2014 realizamos 340 ECA em 310 pacientes. Através da análise retrospectiva de registros médicos, dois grupos de estudo foram identificados: grupo DUS (n = 113) e grupo Angio (n = 227). Os principais desfechos pesquisados foram: ocorrência de eventos neurológicos no pós-operatório (AVC) e/ou óbito precoce. A análise estatística foi realizada pelo qui-quadrado/teste de Fisher e test T, admitindo-se significância para P ≤ 0.05.

Resultados: No grupo total houve predominância do sexo masculino (62.6 %), com média de idade de 69.6 ± 8.1 anos. A hipertensão arterial sistêmica foi a principal comorbidade (85.8 %) e os grupos foram comparáveis quanto às variáveis demográficas, bem como sintomatologia, predominando indivíduos assintomáticos (53.5 %). Na avaliação do grau de estenose, não houve diferença entre os grupos, com dominância de estenoses superiores a 70% (84.4 %). A média de clampeamento carotídeo foi de 40.6 ± 11.3 minutos, não ocorrendo diferença entre os grupos (DUS = 40.6 ± 9.1 vs. Angio = 40.5 ± 12.2; P = 0.94). Em relação à técnica operatória, a ECA convencional com uso de remendo foi a mais frequente em ambos os grupos (DUS = 70.8% vs. Angio = 68.3%; P = 0.70). A taxa global de AVC e mortalidade operatória foram de 5 % e 2.1%, respectivamente e os grupos foram semelhantes em relação a estes desfechos (AVC: DUS = 4.4% vs. Angio = 5.3%; P=0.47; óbito: DUS = 2.7% vs. Angio = 1.8%; P=0.69).

Conclusão: A DUS é um método seguro e eficaz na indicação da ECA, sem aumento das taxas de AVC e mortalidade operatória.
Palavras-chave: Ultrassonografia Doppler, angiografia digital, endarterectomia carotídea, acidente vascular cerebral.

Comentadora: Dra. Érica Nardino

Introdução: A angiografia digital (Angio-digital) é o exame padrão-ouro para definição do grau de estenose carotídea. Por se tratar de um exame invasivo, o mesmo tem sido progressivamente substituído pelas angiografias por tomografia (Angio-TC) ou ressonância (Angio-RMN). Paralelamente, a ultrassonografia Doppler (DUS) é um método não invasivo, de baixo custo e consagrado na triagem de estenose carotídea. O objetivo deste estudo foi comparar os desfechos operatórios de pacientes submetidos a endarterectomia de carótida (ECA) orientada apenas por DUS ou combinada com outro exame de imagem contrastado (angio digital, TC ou RMN).

Método: De Outubro de 2000 a Maio de 2014 realizamos 340 ECA em 310 pacientes. Através da análise retrospectiva de registros médicos, dois grupos de estudo foram identificados: grupo DUS (n = 113) e grupo Angio (n = 227). Os principais desfechos pesquisados foram: ocorrência de eventos neurológicos no pós-operatório (AVC) e/ou óbito precoce. A análise estatística foi realizada pelo qui-quadrado/teste de Fisher e test T, admitindo-se significância para P ≤ 0.05.

Resultados: No grupo total houve predominância do sexo masculino (62.6 %), com média de idade de 69.6 ± 8.1 anos. A hipertensão arterial sistêmica foi a principal comorbidade (85.8 %) e os grupos foram comparáveis quanto às variáveis demográficas, bem como sintomatologia, predominando indivíduos assintomáticos (53.5 %). Na avaliação do grau de estenose, não houve diferença entre os grupos, com dominância de estenoses superiores a 70% (84.4 %). A média de clampeamento carotídeo foi de 40.6 ± 11.3 minutos, não ocorrendo diferença entre os grupos (DUS = 40.6 ± 9.1 vs. Angio = 40.5 ± 12.2; P = 0.94). Em relação à técnica operatória, a ECA convencional com uso de remendo foi a mais frequente em ambos os grupos (DUS = 70.8% vs. Angio = 68.3%; P = 0.70). A taxa global de AVC e mortalidade operatória foram de 5 % e 2.1%, respectivamente e os grupos foram semelhantes em relação a estes desfechos (AVC: DUS = 4.4% vs. Angio = 5.3%; P=0.47; óbito: DUS = 2.7% vs. Angio = 1.8%; P=0.69).

Conclusão: A DUS é um método seguro e eficaz na indicação da ECA, sem aumento das taxas de AVC e mortalidade operatória.

Palavras-chave: Ultrassonografia Doppler, angiografia digital, endarterectomia carotídea, acidente vascular cerebral.

RESULTADOS PRELIMINARES DA ANGIOPLASTIA COM BALÃO FARMACOLÓGICO VERSUS IMPLANTE DE STENT DE NITINOL PARA TRATAMENTO DAS LESÕES OBSTRUTIVAS DA ARTÉRIA FEMORAL SUPERFICIAL

2018-03-20T21:44:26-03:00Reunião Científica - 25/02/2016, Vídeos 2016|

RESULTADOS PRELIMINARES DA ANGIOPLASTIA COM BALÃO FARMACOLÓGICO VERSUS IMPLANTE DE STENT DE NITINOL PARA TRATAMENTO DAS LESÕES OBSTRUTIVAS DA ARTÉRIA FEMORAL SUPERFICIAL

Autor-apresentador: Bruno L. de Almeida
Coautores: Fabio H. Rossi, Antonio M. Kambara, Thiago O. Rodrigues, Camila B. Beteli, Patrick B. Metzger.

RESUMO

Introdução: A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) é uma das possíveis manifestações da Aterosclerose, podendo levar à diminuição gradativa de fluxo da Aorta e seus ramos. O segmento fêmoro-poplíteo é de especial interesse nos pacientes portadores de DAOP, sendo o território acometido em mais da metade dos casos. Alguns estudos atestam a superioridade da angioplastia com stent autoexpansível de Níquel-Titânio (Nitinol), sobre a angioplastia convencional com balão. Por outro lado o uso de balões eluídos com droga antiproliferativa – como o Paclitaxel – mostrou-se seguro e provocou aumento na perviedade e diminuição da reestenose em comparação com balões convencionais. O objetivo desse estudo é avaliar se os resultados obtidos com o tratamento por balão farmacológico são equivalentes ao implante de stent de nitinol, no território da artéria femoral superficial, analisando a taxa de perviedade primária ao longo de um ano, por meio do eco-Doppler colorido.

Métodos: Ensaio clínico prospectivo, randomizado, unicêntrico, simples-cego, a ser realizado nas dependências do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. Serão recrutados 84 pacientes com isquemia crítica de membro inferior – Rutherford 3 ou superior – e documentação angiográfica de estenose maior que 70% ou oclusão em artéria femoral superficial, a serem divididos em dois grupos de tratamento: Stent de Nitinol ou Balão eluído em Paclitaxel. Os pacientes serão acompanhados por meio de consultas ambulatoriais realizadas após 3, 6 e 12 meses do procedimento. O desfecho primário a ser estudado será a Taxa de perviedade primária, definida como ausência combinada de Revascularização de lesão alvo (Target Lesion Revascularization – TLR), restenose >50% ao Doppler e/ou oclusão.

Resultados Preliminares: A coleta de dados se iniciou em Outubro de 2014 e encontra-se em andamento. Um total de 15 pacientes foram incluídos no protocolo. A taxa de perviedade primária até o momento, analisada por meio do eco-Doppler colorido é de 100% no grupo balão e 66,8% (4 de 5 pacientes) no grupo stent. Houve aumento do ITB ao longo do tempo, bem como melhora na Classificação de Rutherford nos dois grupos tratados, não havendo diferença estatística entre eles.

Discussão: Ainda não foi demonstrada diferença entre os dois grupos, no que diz respeito à Taxa de perviedade primária, sendo o tratamento com uso do balão farmacológico equivalente até o momento, ao implante de stent de nitinol no território da artéria femoral superficial.

Descritores: Arteria femoral superficial; Stent de Nitinol; Balão eluído em droga; Paclitaxel.

Comentador: Dr. Alexandre Fioranelli


TRATAMENTO DA INSUFICIÊNCIA VENOSA SUPERFICIAL COM ABLAÇÃO POR RADIOFREQUÊNCIA VERSUS CIRURGIA CONVENCIONAL: SE VOCÊ NÃO CONTAR, ELES NÃO VÃO SABER

2020-04-01T21:43:49-03:00Reunião Científica - 25/02/2016, Vídeos 2016|

TRATAMENTO DA INSUFICIÊNCIA VENOSA SUPERFICIAL COM ABLAÇÃO POR RADIOFREQUÊNCIA VERSUS CIRURGIA CONVENCIONAL: SE VOCÊ NÃO CONTAR, ELES NÃO VÃO SABER

Autora-apresentadora: Cynthia de Almeida Mendes

Coautores: Juliana Maria Fukuda,; Alexandre de Arruda Martins; José Ben-Hur Ferraz Parente; Marco Antonio Soares Munia; Alexandre Fioranelli; Marcelo Passos Teivelis; Andréa Yazbek Monteiro Varella; Roberto Augusto Caffaro; Sergio Kuzniec; Nelson Wolosker.

Instituições:

  • Hospital Israelita Albert Einstein
  • Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
  • Hospital Municipal Dr. Moysés Deutsch – M’Boi Mirim

Comentador: Dr. Sérgio Roberto Tiossi

Resumo

Antecedentes: A insuficiência venosa é uma das doenças mais comuns na prática clínica do cirurgião vascular. Muitos casos são consequência do refluxo da veia safena magna. As vantagens das técnicas endovenosas em relação à cirurgia convencional ainda são controversas.

Objetivo: Nós usamos um ensaio clínico duplo cego randomizado controlado no qual cada membro inferior foi randomizado para ablação por radiofrequência ou cirurgia convencional em pacientes sem tratamento prévio para insuficiência da veia safena magna. Até onde sabemos, nenhum estudo até o momento comparou ablação por radiofrequência com cirurgia convencional em pacientes que serviram como seus próprios controles e que tinham as veias safenas magnas intactas.

Métodos: Para um total de 18 pacientes, foram programadas consultas de seguimento após a cirurgia para avaliar desfechos clínicos e hemodinâmicos. As características clínicas incluíram avaliação de hiperpigmentação, hematoma, estética, níveis de dor, queimaduras, alteração de sensibilidade e tromboflebite. As características hemodinâmicas foram presença de ressecção ou oclusão da veia safena magna e refluxo da croça e da veia safena magna.

Resultados: Somente a avaliação estética pelos médicos apresentou significância entre as variáveis clínicas analisadas, sendo a ablação por radiofrequência considerada melhor. Ambas as técnicas levaram a altos níveis de satisfação dos pacientes sem diferença estatística, mas nosso estudo mostrou uma taxa de oclusão primária de 80% para a ablação por radiofrequência e de 100% para a cirurgia convencional.

Conclusões: Nossos resultados favorecem a escolha da cirurgia convencional em detrimento da ablação por radiofrequência, uma vez que a cirurgia convencional mostrou uma taxa de oclusão maior e pode ser mais custo-efetiva. A importância do nosso estudo é trazer novas informações que vão contra a ideia de que os benefícios justificam os maiores investimentos financeiros para as técnicas termoablativas.


Ir ao Topo