NEFROPATIA INDUZIDA POR CONTRASTE INTRA-ARTERIAL EM PACIENTES COM ISQUEMIA CRÍTICA DE MEMBROS INFERIORES: AVALIAÇÃO DOS FATORES DE RISCO E RESULTADOS EM MÉDIO PRAZO

2018-03-20T21:44:19-03:00Reunião Científica - 17/02/2017, Vídeos, Vídeos 2017|

NEFROPATIA INDUZIDA POR CONTRASTE INTRA-ARTERIAL EM PACIENTES COM ISQUEMIA CRÍTICA DE MEMBROS INFERIORES: AVALIAÇÃO DOS FATORES DE RISCO E RESULTADOS EM MÉDIO PRAZO

Autores: Marcus Vinícius Martins Cury, Marcelo Fernando Matielo, Francisco Cardoso Brochado Neto, Jalíese Dantas Fernandes Morais, Rafael de Athayde Soares, Aline Yoshimi Futigami, Christiano Stchelkunoff Pecego e Roberto Sacilotto

Objetivo: Determinar os fatores de risco e as consequências da nefropatia induzida por contraste (NIC) em pacientes portadores de isquemia crítica crônica (CLI) de membros inferiores após o emprego de contraste intra-arterial diagnóstico e/ou terapêutico.

Métodos: Em um período de 12 meses (maio de 2013 a maio de 2014), realizamos um estudo prospectivo, observacional e consecutivo em 107 pacientes internados com CLI, com indicação de estudo angiográfico. O diagnóstico de NIC foi estabelecido a partir da elevação em, pelo menos, 25% da creatinina basal até o quinto dia após a infusão de contraste. No acompanhamento, os principais desfechos pesquisados foram: independência de hemodiálise e sobrevida global. As análises estatísticas incluíram os testes de Pearson χ 2, regressão linear e curvas Kaplan-Meier. Foi admitido o valor de p < 05 como estatisticamente significativo.

Resultados: No grupo total (n = 107) houve predominância do sexo masculino (57%) com média de idade de 70,5 ± 10,7 anos. A principal comorbidade foi a hipertensão arterial sistêmica (82,2%) e 21,5% dos pacientes apresentavam insuficiência renal crônica (IRC) estágio III. A principal indicação para o estudo arteriográfico foi a CLI Rutherford 5 (82,2%). A taxa de filtração glomerular (TFG) média pré-estudo foi de 64,5 ± 29,7 ml/min, com volume cumulativo médio de contraste de 148,5 ± 79,4 ml. A incidência de NIC foi de 35,5%, sendo a IRC o único fator de risco associado a essa condição (razão de risco = 3,07, IC 95% = 1,1 – 7,92, p = 0,017). Em um modelo de regressão linear, o fator preditor que melhor se correlacionou à TFG pós-contraste foi a TFG pré-contraste (r2 = 0,751), ao passo que a creatinina sérica avaliada isoladamente não apresentou boa correlação (r2 = 0,176).
A mediana de seguimento ambulatorial foi de 645 dias (4 – 1134). As análises dos desfechos em médio prazo (720 dias) demonstraram que a presença de NIC foi associada a piores resultados de independência de hemodiálise (96,3% vs. 84,2%, p = 0,027) e sobrevida global (66,3% vs. 49,5%, p = 0,046).

Conclusão: Na execução de exames com contraste, uma atenção especial deve ser observada nos pacientes com diagnóstico prévio de IRC. A avaliação isolada da creatinina sérica pré-operatória é inferior à avaliação do clearance de creatinina na determinação da TFG pós-contraste. Além disso, a ocorrência da NIC apresentou impacto negativo sobre a independência de hemodiálise e sobrevida global em médio prazo.

Comentador: Dr. Nelson Wolosker

COMPARAÇÃO DAS MEDICAÇÕES FLEBOTÔNICAS PARA OS PACIENTES PORTADORES DE INSUFICIÊNCIA VENOSA CRÔNICA. UM ESTUDO DUPLO-CEGO, RANDOMIZADO E CONTROLADO POR PLACEBO

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COMPARAÇÃO DAS MEDICAÇÕES FLEBOTÔNICAS PARA OS PACIENTES PORTADORES DE INSUFICIÊNCIA VENOSA CRÔNICA. UM ESTUDO DUPLO-CEGO, RANDOMIZADO E CONTROLADO POR PLACEBO

Autores: Sergio Belczak, Igor Rafael Sincos, Gilberto Nering, Nino Behar, Emanuele Lima Villela, Valter Campos, Caio Azevedo, Thiago José Cavaquini, Luiz Felipe Slavo e Ricardo Aun

Instituição: Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital Geral de Carapicuíba – OSS São Camilo
Introdução: A compreensão da fisiopatologia da insuficiência venosa crônica (IVC) sugere que os efeitos das medicações flebotônicas podem ser eficazes no alívio dos sintomas e no retardo da progressão da doença. Há poucos estudos comparando diversas medicações flebotônicas entre si e com o placebo, avaliando conjuntamente sinais objetivos como a pletismografia à água e a amplitude de movimento da articulação tibio-társica (ATT) com dados relatados dos pacientes em relação à qualidade de vida.

Objetivos: Objetivamos, com este estudo, comparar os efeitos de diferentes medicações flebotônicas na qualidade de vida, na redução volumétrica dos membros e no aumento na amplitude de movimento da ATT.

Método: 136 portadores de IVC (CEAP 2-5) foram divididos cegamente em quatro grupos distintos, de acordo com a terapia medicamentosa instituída: Diosmina e Hisperidina micronizada, Aminoftona, Cumarina – Toxerutina e placebo (amido). Os pacientes foram submetidos a um questionário, preenchendo um índice específico para qualidade de vida (IQV) em pacientes portadores de IVC, e foram submetidos à realização de goniometria da ATT e a pletismografia à água do membro, antes e 30 dias após a intervenção medicamentosa.

Resultados: Nove pacientes abandonaram o estudo. Os dados coletados com os 127 pacientes remanescentes foram submetidos à análise estatística. Não houve diferença nas medidas da amplitude de movimento da articulação tibio-társica. Reduções volumétricas iguais ou maiores a 100 ml foram mais frequentemente observadas no grupo Diosmina-hisperidina que para os demais grupos. As pontuações totais do IQV foram menores para o grupo Aminoftona que para os demais grupos e diferenças entre os grupos foram encontradas analisando isoladamente os itens do IQV.

Conclusões: Medicações flebotônicas apresentaram resultados estatisticamente significativos na melhora do IQV quando comparadas ao placebo, e podem ser eficazes no alívio dos sintomas e no retardo da progressão da IVC.

Comentador: Dr. Rogério Neser

AVALIAÇÃO DOS PACIENTES SUBMETIDOS À RESSIMPATECTOMIA PARA TRATAMENTO DE HIPERIDROSE ESSENCIAL

2017-05-02T15:02:13-03:00Reunião Científica - 17/02/2017, Vídeos, Vídeos 2017|

AVALIAÇÃO DOS PACIENTES SUBMETIDOS À RESSIMPATECTOMIA PARA TRATAMENTO DE HIPERIDROSE ESSENCIAL

Autores: Lucas Lembrança, Nelson Wolosker, José Ribas Milanez de Campos, Paulo Kauffman, Marcelo Passos Teivelis e Pedro Puech-Leão

Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein / Faculdade de Medicina – Universidade de São Paulo

Introdução: O tratamento cirúrgico preconizado para Hiperidrose Essencial é a Simpatectomia Videotoracoscópica (VATS). Contudo, parte dos pacientes não respondem satisfatoriamente a VATS e são submetidos à ressimpatectomia. Não existem estudos avaliando de maneira objetiva o grau de resposta à cirurgia e à melhora da qualidade de vida nos pacientes reoperados.

Casuística e Métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo, no qual, em um grupo total de 2300 pacientes submetidos à simpatectomia para tratamento de HE, de 1999 até janeiro de 2014, foram avaliados 15 pacientes submetidos à ressimpatectomia por falha do tratamento primário. Dos pacientes analisados, 11 (73,3%) eram mulheres. A média de idade foi de 23,29 (5,17) anos e média de Índice de Massa Corpórea (IMC) de 20,92 (2,12). O sítio principal das queixas foram as mãos, em 10 (66%) pacientes, e axilas, em cinco (33%). Para essa análise de qualidade de vida foi utilizado o questionário de Amir e Cols. Para a análise da resposta ao tratamento, pontuou-se melhora após 15 dias da cirurgia, quantificando de 0 (ausência de melhora) a 10 (melhora completa), e, posteriormente, estratificando em discreta (0-4), moderada (5-7) e grande(8-10).

Resultados: Antes da realização da primeira cirurgia, todos os pacientes apresentavam qualidade de vida ruim ou muito ruim. Após primeira VATS, 12 (80%) pacientes obtiveram boa resposta, porém evoluíram com piora, voltando aos níveis anteriores à cirurgia. Sendo assim, antes da ressimpatectomia, todos os pacientes tinham qualidade de vida muito ruim. Nas ressimpatectomias, a ressecção bilateral foi realizada em 73% dos casos, sendo o nível mais frequente a quarta cadeia ganglionar. Manteve-se o predomínio do uso do eletrocautério em 80% dos casos e foi utilizada intubação seletiva em 73% da amostra. O grau de resposta ao tratamento foi elevado em 73% da amostra, com 14 (93,3%) pacientes apresentando uma melhora da qualidade de vida considerada muito boa após o procedimento.

Conclusão: A VATS é um procedimento efetivo nos pacientes que necessitam de ressimpatectomia para o tratamento de Hiperidrose Essencial.

Comentador: Dr. Guilherme Yazbek

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