DESENVOLVIMENTO DE SIMULADORES PARA TREINAMENTO EM SAÚDE – SIMULADOR PARA PUNÇÃO ECOGUIADA

2018-12-03T20:37:54-02:00Reunião Científica - 29/11/2018, Vídeos, Vídeos 2018|

DESENVOLVIMENTO DE SIMULADORES PARA TREINAMENTO EM SAÚDE – SIMULADOR PARA PUNÇÃO ECOGUIADA
Autor Principal: Vinicius Bignatto Carvalho – Status: Residente
Coautores: Carolina Martines Estrutti, Antonio Carlos Moura Neto, Vladimir Tonello de Vasconcelos, Francisco Cialdine Frota Carneiro Jr., Jorge Eduardo Amorim, Henrique Jorge Guedes Neto, Ronald Luiz Gomes Flumignan e Luis Carlos Uta Nakano.

Introdução: A educação em saúde sofre uma verdadeira revolução com a introdução de novos métodos para treinamento e desenvolvimento dos profissionais da área de saúde. A grande barreira para a popularização desses novos métodos de ensino está no custo elevado que as Universidades não conseguem arcar para implementação.
Essa defasagem aumenta a cada dia e o papel da Universidade é encontrar maneiras de modernizar o aprendizado dentro da realidade econômica que o País enfrenta. Dentro desta filosofia a Disciplina de Cirurgia Vascular criou um núcleo de desenvolvimento e pesquisa na área de treinamento realístico para alunos e especializandos da área de saúde.

Objetivo: Desenvolver simuladores realísticos para treinamento e desenvolvimento profissional na área da saúde que tenham como premissas:
baixo custo, fácil reprodução e fácil manuseio. Este trabalho específico mostra a criação de um simulador para punção venosa central ecoguiada.

Material e Método: Estudado a demanda sobre acesso venoso central ecoguiado com idelização de um simulador realístico com as seguintes premissas: baixo custo, fácil reprodutibilidade e fácil manuseio.

Resultado: Criado simulador com espuma de poliuretano injetável; veias jugular interna e subclávias feitas de látex com torneiras que possibilitam o enchimento com líquido colorido para facilitar a visualização da punção.
Estudados diversos meios para imersão das estruturas a serem puncionadas tipo gelatina balística. Pele artificial de silicone que possibilita diversas punções sem marcar a superfície. Foram produzidos 4 simuladores testados com alunos do último ano de medicina e residentes demonstrando ótima aceitação pelos alunos e residentes no treinamento de acesso venoso central ecoguiado. Custo final da produção do simulador R$ 250,00, contra R$ 25.000,00 do simulador de mercado.
Exemplos de outros simuladores já desenvolvidos:
Desenvolvimento de simulador para treinamento de extração de cisto sebáceo; Desenvolvimento de simulador para treinamento de escleroterapia; Desenvolvimento de simulador para punção de gasometria arterial.

Conclusão: A criação de um simulador de baixo custo, facilmente reprodutível e de fácil manuseio mostrou-se efetivo no treinamento dos alunos e residentes.
O custo de produção acessível possibilita a difusão por todos os serviços de treinamento de alunos e residentes no país que passam por dificuldades pela falta de recursos para inovações.

Ação advocatícia perante a invasão de especialidades

IMPACTO DA CALCIFICAÇÃO E ESCOAMENTO INFRAPOPLÍTEO NOS DESFECHOS DO TRATAMENTO ENDOVASCULAR DA DOENÇA OCLUSIVA FEMOROPOPLÍTEA

2018-12-03T20:41:47-02:00Reunião Científica - 29/11/2018, Vídeos, Vídeos 2018|

IMPACTO DA CALCIFICAÇÃO E ESCOAMENTO INFRAPOPLÍTEO NOS DESFECHOS DO TRATAMENTO ENDOVASCULAR DA DOENÇA OCLUSIVA FEMOROPOPLÍTEA

Autor Principal: Murilo de Jesus Martins – residente em Cirurgia Vascular.
Coautores: Rafael de Athayde Soares, Marcelo Fernando Matielo, Francisco Cardoso Brochado Neto, Edson T. Nakamura, Marcus Vinicius
M. Cury, Ana Paula M. Pires, Aline Y. Futigami, Rogerio D. Almeida, Amanda Thurler Palomo, Jaliese Dantas Fernandes Morais, Sara Amaral Taira
e Roberto Sacilotto.

Instituição: Serviço de Cirurgia Vascular e Endovascular do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo.

Introdução: Atualmente, o tratamento endovascular da doença oclusiva Fêmoropoplítea (FEPO) passou por mudanças substanciais. A maioria dos consensos recomendava a intervenção endovascular para lesões únicas e curtas e cirurgia aberta para lesões extensas. Entretanto, com os recentes avanços na tecnologia e técnicas endovasculares, os consensos atuais advogam pelo tratamento endovascular em detrimento da cirurgia aberta tanto nas lesões focais quanto nas extensas. Porém, existem poucos estudos na literatura acerca do impacto da calcificação e do escoamento infrapoplíteo no desfecho final do tratamento endovascular da FEPO.

Objetivo: Avaliar os desfechos clínicos, a longo prazo, do tratamento endovascular na (FEPO), dando enfoque na importância da calcificação e do escoamento infrapoplíteo para as estimativas de salvamento de membro e perviedade, além de seus fatores associados.

Métodos: Estudo de coorte, retrospectivo e consecutivo de pacientes com Doença Oclusiva FEPO, submetidos à angioplastia no setor fêmoropoplíteo no Serviço de Cirurgia Vascular e Endovascular do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, entre janeiro de
2015 e julho de 2017. Análises realizadas em 720 dias, com regressão de Cox e Kaplan-Meier.

Resultados: No total, 86 angioplastias FEPO foram realizadas em 86 pacientes, com sucesso técnico inicial de 95.34%. A média aproximada do tempo de seguimento e desvio padrão foi de 880 ± 68.84 dias. Quatro pacientes foram excluídos devido falha técnica no procedimento, sendo analisados 82 pacientes e 82 angioplastias FEPO. A indicação de revascularização foi exclusivamente em pacientes com isquemia crítica, sendo a classificação Rutherford V a mais prevalente (64.6%).
A média de idade foi de 74.5 anos, com prevalência de pacientes com sexo feminino (57.3%), hipertensos (90.2%) e diabéticos (81.7%). A mortalidade perioperatória foi de 4.8%. A classificação TASC B foi a mais prevalente (51.2%), bem como a classificação de calcificação grau 4 (47.5%). As estimativas de perviedade primária, perviedade secundária, salvamento de membro e sobrevida total estimadas em 720 dias foram de
60%, 96%, 90% e 82,5%, respectivamente. Em uma análise uni e multivariada, a regressão de Cox mostrou uma pior taxa de perviedade primária em pacientes com uma única artéria infrapoplítea de escoamento ou segmento isolado de artéria poplítea (p = 0.005; HR = 7.69), calcificação grau 4 (p=0.019; HR = 5.48), grau de calcificação >2 (p=0.017; HR = 5.73), ou angioplastia primária sem stent (p=0.021; HR = 5.31). Uma análise univariada mostrou pior estimativa de salvamento de membro em pacientes com uma única artéria infrapoplítea de escoamento ou segmento isolado de artéria poplítea (p=0.039; HR = 4.69).

Conclusão: Os fatores associados com o pior desfecho no tratamento endovascular da doença oclusiva FEPO nesse estudo, considerando insucesso da perviedade primária foram: única artéria infrapoplítea de escoamento ou seguimento isolado de artéria poplítea, calcificação grau 4, calcificação maior que 2 (mais grave) e angioplastia sem uso de stent. Escoamento por única artéria infrapoplítea ou seguimento isolado de artéria poplítea foi associado a menor estimativa de salvamento de membro em uma regressão de Cox em uma em uma análise univariada.

Ação advocatícia perante a invasão de especialidades

EVENTOS ASSOCIADOS À FALHA DA ANGIOPLASTIA CAROTÍDEA

2018-12-03T20:46:02-02:00Reunião Científica - 29/11/2018, Vídeos, Vídeos 2018|

EVENTOS ASSOCIADOS À FALHA DA ANGIOPLASTIA CAROTÍDEA
Autor Principal: Ana Carolina Silveira – Estagiária da Endovascular
Coautores: Erasmo Simão da Silva, André Estensoro, Calógero Presti, Nelson De Luccia, Pedro Puech-Leão.

Instituição: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP-SP, Laboratório de Anatomia e Cirurgia Vascular (LIM-02).

Objetivo: Avaliar incidência de eventos neurológicos menores (amaurose fugaz, acidente isquêmico transitório (AIT) ou acidente vascular cerebral isquêmico menor- AVCi) ou maiores (AVCi maior), assim como infarto agudo do miocárdio (IAM) e óbito, em pacientes submetidos à angioplastia carotídea sem sucesso. Bem como as causas da falha da angioplastia e a possibilidade de nova intervenção.

Casuística e Métodos: O estudo analisou pacientes submetidos à angioplastia carotídea onde ocorreu insucesso técnico, com conversão em menos de 30 dias para endarterectomia ou nova tentativa de angioplastia.
Entre 2004 e 2018, 20 pacientes foram incluídos nesta análise. Os pacientes foram avaliados quanto aos fatores de risco, sintomas pré-operatórios, indicações para conversão cirúrgica e desfechos peri-operatórios precoces.

Resultados: A maioria da amostra é representada por pacientes do gênero masculino (75%), hipertensos (94,1%), não diabéticos (66,7%), ex-tabagistas ou tabagistas ativos (66,7%), com sobrepeso ou obesidade (57,9%) e com insuficiência renal crônica (89,5%). Os dislipidêmicos, 50%, assintomáticos, 50% e 20%, com oclusão carotídea contralateral.
A média de idade dos pacientes foi de 70,4 anos. Quanto às causas para insucesso do procedimento inicial podem-se citar string sign (n=4), estenose crítica (n =1), dificuldade de manipulação do filtro (n =3), tortuosidade do arco ou da artéria carótida comum (n =5), abertura anômala ou oclusão do stent (n= 2). Setenta por cento dos pacientes (n= 14) foram submetidos a um novo procedimento imediatamente, sendo 13, conversão para endarterectomia e 1, angioplastia contralateral. Os demais pacientes (n= 6) submeteram à endarterectomia entre 1 até 7 dias.
Quanto aos desfechos primários, ocorreram 2 AVCi maiores e 1 óbito, após falha da angioplastia, todos no grupo de pacientes sintomáticos e com oclusão carotídea contralateral. Não ocorreram AVCi menores ou AIT, assim como IAM.

Conclusões: Falha na angioplastia carotídea está associada à dificuldade anatômica e encerra morbidade considerável. A conversão para endarterectomia pode ser feita imediatamente ou planejada, dependendo do motivo da falha ou sintoma imediato apresentado pelo paciente. Atenção especial deve ser dada para o subgrupo de pacientes sintomáticos e com oclusão carotídea contralateral.

Ação advocatícia perante a invasão de especialidades

Ações da APM para melhoria dos honorários médicos perante as operadoras de saúde

2018-10-29T17:15:36-03:00Reunião Científica - 25/10/2018, Vídeos, Vídeos 2018|

Ações da APM para melhoria dos honorários médicos perante as operadoras de saúde”, proferida pelo diretor de Defesa Profissional da Associação Paulista de Medicina(APM), Dr. Marun David Cury, com comentários do Dr. Márcio Barreto de Araújo;
Pauta de Negociação para 2018 proposta por Médicos do Estado de São Paulo

Ação advocatícia perante a invasão de especialidades

Experiência com a implantação de protocolo para o tratamento endovascular do aneurisma roto de aorta

2018-10-29T16:38:47-03:00Reunião Científica - 27/09/2018, Vídeos, Vídeos 2018|

Autores: Guilherme Baumgardt Barbosa Lima (Apresentador), Grace Carvajal Mulatti, Marcos Vinicius Melo de Oliveira, Tatiane Carneiro Gratão, Pedro Puech-Leão, Nelson De Luccia.

Instituição: Disciplina de Cirurgia Vascular HCFMUSP.

Objetivos: Relatar a experiência de tratamento cirúrgico do aneurisma roto da Aorta abdominal infrarrenal, por via endovascular e via convencional após padronização do protocolo para tratamento. Avaliar comparativamente complicações pós-operatórias e óbito.

Pacientes e Métodos: De fevereiro de 2011 a julho de 2018 foram avaliados retrospectivamente todos os casos de aneurismas rotos da Aorta infrarrenal, tratados por via convencional ou endovascular, atendidos no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, pela equipe do Pronto-Socorro de Cirurgia Vascular. O principal critério de indicação entre o tratamento aberto ou endovascular foi anatômico. Os desfechos analisados foram complicações em 30 dias e óbito.

Resultados: Foram tratados consecutivamente 118 pacientes portadores de aneurismas rotos da Aorta infrarrenal, média de idade de 67,4 anos. Os aneurismas tratados por via endovascular (58 pacientes) utilizaram preferencialmente endopróteses bifurcadas (93,1%). O reparo convencional foi feito em 60 pacientes. A principal indicação para cirurgia convencional foi o comprimento do colo proximal abaixo de 10 mm (média de 7 ± 12,3 mm). A média de comprimento do colo proximal para os casos endovasculares foi de 25 (± 11,9 mm). A mortalidade em 30 dias do grupo endovascular foi 39,6% (26,8% nos estáveis e 70,5% nos instáveis) e no grupo convencional foi 75% (71,7% nos estáveis; 80,9% nos instáveis). Houve diferença estatística para mortalidade no tratamento dos pacientes estáveis hemodinamicamente (p<0,00001), e não para os instáveis hemodinamicamente.

Conclusão: A menor mortalidade nos casos endovasculares, principalmente nos estáveis hemodinamicamente, sugere que este método deve ser a via preferencial para abordagem terapêutica, salvo condição anatômica que impossibilite a técnica. Entretanto, o comprimento do colo proximal parece ser um fator importante que afeta a mortalidade. Apesar do avanço das técnicas endovasculares, operações convencionais sempre serão necessárias e seu treinamento não pode ser descontinuado.

Moderador: Dr. Marcelo Fernando Matielo

Impacto do balonamento e do superdimensionamento das endopróteses de aorta abdominal nas zonas de ancoramento proximal e distal no tratamento do aneurisma de aorta abdominal infrarrenal: análise retrospectiva de 24 meses

2018-10-29T16:37:50-03:00Reunião Científica - 27/09/2018, Vídeos, Vídeos 2018|

Autores: Marcelo Sembenelli (Apresentador), Marcone Lima Sobreira, Matheus Bertanha, Rodrigo Gibin Jaldin, Rafael Elias F. Pimenta, Paula Angeleli B. Camargo, Mariana Secondo, Regina Moura, Winston Bonetti Yoshida.

Instituição: Faculdade de Medicina de Botucatu.

Introdução: O tratamento endovascular do aneurisma de aorta abdominal revolucionou o tratamento desta patologia, com menor morbidade e tempo de internação quando comparado ao tratamento aberto. No entanto, o balonamento e sobredimensionamento da prótese, não obstante garantirem seu selamento, poderia contribuir para o remodelamento dos colos proximal e distal, consequente surgimento de endoleaks e novo crescimento do saco aneurismático.

Objetivo: Correlacionar o balonamento e superdimensionamento transoperatório com a dilatação do saco aneurismático, colo proximal e distal em 6 e 12 meses.

Metodologia: Estudo retrospectivo em que reuniu-se os procedimentos endovasculares realizados entre 2012 e 2014. Realizou-se análise de dados antropométricos e clínico laboratoriais, bem como condições anatômicas dos colos proximais, saco aneurismático e colos distais nas angiotomografi as pré-operatórias e de seguimento em 6 meses e 1 ano. Realizou-se análise da relação entre a realização ou não de balonamento bem como do superdimensionamento nas zonas de ancoragem proximal e distal e aumento do colo proximal, distal ou diâmetro máximo do aneurisma.

Resultados: Notou-se maior diminuição do saco aneurismático em pacientes que não tiveram o colo proximal balonado ( 30% x 20,8%; p = 0,26 ); houve maior decréscimo do saco aneurismático entre os pacientes que não foram submetidos ao balonamento do colo distal em relação aos que foram (36,2% x 12,8%; p=0,025); houve diminuição progressiva do saco aneurismático que foi maior em relação ao maior oversizing proximal( 21,6% em 10-15% x 37,6% se >20%; p=0,97 ); houve relação entre o aumento do colo proximal e o superdimensionamento, sendo diretamente proporcional à porcentagem do oversizing ( 8,2% se 10-15% x 25,8% se > 20%; p = 0,31 ); notou-se aumento do colo distal em relação ao oversizing, sendo maior com superdimensionamento da prótese além de 20% em relação ao colo( 1% se 10-15% x 8,3% se > 20%; p = 0,02).

Conclusão: Há maior diminuição do saco aneurismático na ausência de balonamento ou superdimensionamento e aumento do diâmetro do colo proximal com o superdimensionamento.
Ainda pôde-se notar aumento do colo proximal e distal com sobredimensionamento.

Moderador: Dr. Sidnei Galego

Desenvolvimento de simulador para coleta de gasometria de artéria radial

2018-10-07T23:49:20-03:00Reunião Científica - 27/09/2018, Vídeos, Vídeos 2018|

Autores: Rafael Ávila (apresentador residente), Gabriela Attie, Luis Carlos Nakano, Eduardo Carrijo, Arthur Baston, Raul Daolio, Osias Prestes, Fabio Amaral, Ronald Flumignan, Henrique Jorge Guedes Neto e Jorge Eduardo Amorim.

Instituição: Disciplina de Cirurgia Vascular da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo.

Introdução: A coleta da gasometria arterial é um procedimento comum, principalmente em ambiente hospitalar. Assim, a análise e o monitoramento dos gases sanguíneos arteriais desempenham um papel importante no diagnóstico e tratamento das condições de saúde. O desenvolvimento de um simulador pode auxiliar os profi ssionais na melhoria da coleta da gasometria.
No entanto, existem vários simuladores de alto custo que podem difi cultar a aprendizagem. Principalmente nas Universidades públicas, que carecem de recursos e fi nanciamento sufi cientes, em países de baixa e média renda, as fontes de simuladores de alto custo podem ser impeditivas. É responsabilidade das instituições que ainda se preocupam com a formação dos alunos desenvolver soluções de baixo custo que possam ser copiadas como exemplo para qualquer outra universidade na mesma situação. Nesse cenário, procuramos desenvolver um protótipo de simulador de baixo custo que pudesse ser fabricado para qualquer outra instituição. O primeiro projeto foi o simulador de coleta de gasometria em artéria radial. Normalmente, a gasometria é responsabilidade de um residente. Portanto, é essencial que o treinamento anterior residente realize o procedimento da melhor maneira antes de uma situação real. O objetivo deste projeto foi o desenvolvimento de um simulador de coleta de gasometria em artéria radial e um protocolo de treinamento para estudantes de graduação e médicos residentes.

Métodos: O silício industrial é uma manipulação fácil e de baixo custo do material e, portanto, foi escolhido para simular uma mão e punho. O silicone foi moldado em uma luva de látex de procedimento comum. Foi utilizado um cateter nasoenteral de silício nº 10 para simular a artéria, pois mimetiza o diâmetro de uma artéria radial real de adulto e permite múltiplas punções, tornando o dispositivo mais durável. Um assistente realizou uma pressão intermitente para uma seringa de 20 mL acoplada ao cateter para simular o pulso arterial, tanto na inspeção quanto na palpação. A cena de simulação foi preparada como um caso clínico em que o residente examinado foi solicitado a realizar uma coleta de gasometria da artéria radial. O checklist avaliou a atitude do residente (apresentação, explicação do procedimento para o paciente e permissão para prosseguir), a escolha do material necessário, a descrição do teste de Allen e, fi nalmente, a coleta de gasometria pelo uso do simulador. Durante o procedimento, foram avaliados todos os parâmetros necessários à punção, como palpação de pulso, local e ângulo de punção, volume de coleta, compressão após a retirada da agulha e bandagem.

Resultados: Cinco simuladores padronizados foram fabricados, a um custo de 25 € cada, para um estudo piloto. Profi ssionais experientes testaram e aprovaram todos os modelos antes de autorizar o uso em larga escala de alunos de graduação em medicina (estagiários). Foram avaliados 107 estagiários a partir do 5º ano de graduação, sendo 55% do sexo masculino. Em um primeiro teste, apenas 40% dos 107 internos realizaram o teste de Allen antes da coleta da gasometria, 65% escolheram corretamente o material necessário para o procedimento, e 72% realizaram corretamente a punção no simulador.

Conclusão: O desenvolvimento e fabricação do simulador de coleta de gasometria para procedimento na artéria radial é viável a um custo razoável (25 € cada). O uso de simulação pode melhorar a educação médica nos meios que permitem a repetição sem risco para o paciente e não precisa ser onerosa.

Moderador: Dr. Celso Ricardo Bregalda Neves

ACHADOS CLÍNICOS, ULTRASSONOGRÁFICOS E HISTOPATOLÓGICOS EM CIRURGIA DE VARIZES

2018-09-05T22:52:33-03:00Reunião Científica - 30/08/2018, Vídeos, Vídeos 2018|

Autores: Giuliano Giova Volpiani (apresentador), Moacir de Mello Porciunculla, Dafne Braga Diamante Leiderman, Rodrigo Altenfeder, Celina Siqueira Barbosa Pereira, Alexandre Fioranelli, Nelson Wolosker, Valter Castelli Junior.

Instituições: Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Hospital Israelita Albert Einstein e Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Objetivo: Este estudo tem como objetivo correlacionar os dados demográficos, os diferentes graus clínicos da insuficiência venosa crônica (CEAP), com achados ultrassonográficos de refluxo da junção safenofemoral (JSF) e os achados anatomopatológicos do segmento proximal da veia safena magna (VSM) extraído de pacientes com insuficiência venosa crônica (IVC) primária submetidos à safenectomia magna para correção de varizes dos membros inferiores.

Método: Estudo prospectivo de 84 pacientes e 110 membros submetidos a safenectomia magna para o tratamento de varizes de membros inferiores, correlacionando a sua classificação clínica CEAP, presença de refluxo na JSF ao ultrassom Doppler e alterações histopatológicas. Comparamos ainda os achados histopatológicos da VSM proximal retirada dos pacientes com IVC com grupo controle de VSM normal retirada de cadáveres.

Resultados: Média de idade dos pacientes foi maior nos CEAPS avançados quando comparado CEAP C2 (46,1 anos) com C4 (55,7 anos) e C5-6 (66 anos), e pacientes C3(50,6 anos) com C5-6. A espessura da parede da VSM normal (média de 839,7micrometros) foi significativamente menor do que das VSM varicosas (média de 1609,7micrometros). As análises de correlação da presença do refluxo em JSF com a classificação clínica ou achado histopatológico não demostraram ser estatisticamente significativas.

Conclusões: Quanto maior a idade, mais avançada é a classificação clínica da IVC dos pacientes. A espessura da parede da crossa da VSM é maior nos pacientes com IVC e que essas alterações não se correlacionam com a classificação clínica da doença ou com a presença de refluxo na JSF ao ultrassom Doppler.

Moderador: Dr. Carlos Eduardo Varela Jardim

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