ESTUDO COMPARATIVO DA TÉCNICA ABERTA versus ENDOVASCULAR NO ANEURISMA DE AORTA ABDOMINAL INFRARRENAL ROTO NO HC UNICAMP

2018-04-08T13:49:25-03:00

Autor: Conrado Martins Lino e Ana Terezinha Guillaumon

Instituição: Faculdade de Medicina Unicamp

Resumo: Os Aneurismas da Aorta Abdominal Infrarrenal (AAA) são de importância especial por se tratarem daqueles mais frequentes na prática clínica, sendo uma patologia de alta morbimortalidade, principalmente quando associado à rotura [1]. O presente estudo foi uma análise retrospectiva dos prontuários de todos os casos de AAA Infrarrenal Roto (n= 36), atendidos pela equipe de Cirurgia Vascular no Hospital das Clínicas da Unicamp, que foram submetidos à correção aberta convencional (n=20) e endovascular (n=16), no período de janeiro de 2012 a janeiro de 2017. O objetivo foi avaliar as diferenças entre as duas técnicas quanto a: idade, sexo, comorbidades, tempo de história até a chegada ao serviço, tipo de anestesia, prótese utilizada, complicação precoce (<30 dias) e tardia (>30dias), óbito no intraoperatório e tardio (>30dias). A média de idade encontrada foi de 71,29 anos, com predomínio do sexo masculino (88%), sendo as comorbidades mais prevalentes para ambas: tabagismo (75%) e hipertensão arterial (63% endovascular e 70% aberta).
A abordagem endovascular está cada vez mais frequente nos grandes centros, com endopróteses mais modernas e que se adaptam as diferentes anatomias do eixo aorto-ilíaco, trazendo menores taxas de morbimortalidade principalmente no pós-operatório imediato (<30dias) [4]. Ao analisar as complicações no pós-operatório imediato (<30dias) e tardio (>30dias) observa-se maior frequência de ausência de complicações na endovascular (50% e 38% respectivamente) e na aberta (20% em ambas). Os índices de mortalidade no intraoperatório e tardio são maiores na aberta (45% e 31% respectivamente) versus endovascular (zero e 25% respectivamente). Conclui-se que no nosso serviço a abordagem endovascular no doente com AAA infrarrenal roto traz menores taxas de complicação e mortalidade em relação à abordagem aberta, principalmente no pós-operatório imediato, sendo uma boa opção de tratamento quando existir anatomia favorável.

Comentador: Dr. Alexandre Fioranelli

ESTUDO COMPARATIVO DA TÉCNICA ABERTA versus ENDOVASCULAR NO ANEURISMA DE AORTA ABDOMINAL INFRARRENAL ROTO NO HC UNICAMP2018-04-08T13:49:25-03:00

ESTUDO RANDOMIZADO DUPLO-CEGO COMPARATIVO ENTRE ELETROCOAGULAÇÃO E RADIOFREQUÊNCIA NO TRATAMENTO DE PACIENTES PORTADORES DE INSUFICIÊNCIA DE VEIA SAFENA MAGNA E VARIZES DOS MEMBROS INFERIORES

2020-04-02T12:15:03-03:00

Autores: Camila Baumann Beteli, Fábio Henrique Rossi, Bruno Lorenção de Almeida, Nilo Mitsuru Izukawa, Cybelle Bossolani Onofre Rossi, Sthefano Atique Gabriel, Antônio Massamitsu Kambara

Instituto: Dante Pazzanese de Cardiologia

Introdução: A termoablação vem substituindo a cirurgia convencional no tratamento cirúrgico do refluxo da veia safena magna em pacientes portadores de varizes dos membros inferiores. Contudo, a termoablação apresenta elevados custos. A Eletrocoagulação endovenosa pode, seletivamente e de forma segura, causar necrose da parede da veia safena magna, mas seus resultados clínicos nunca foram estudados previamente. O objetivo deste estudo é comparar a Eletrocoagulação e a Radiofrequência no tratamento da insuficiência da veia safena magna, considerando efi cácia, complicações e impacto na qualidade de vida.
Métodos: Trata-se de um ensaio clínico prospectivo, randomizado e duplo-cego. Os pacientes portadores de varizes de membros inferiores e refluxo de veia safena magna ao Eco Doppler colorido foram randomizados em dois grupos de tratamento: Eletrocoagulação ou Radiofrequência.
O seguimento dos pacientes ocorreu após uma semana, três meses e seis meses do procedimento. O desfecho primário foi considerado como oclusão da veia safena magna ao Eco Doppler colorido e o desfecho secundário, como a taxa de complicações e a melhora na qualidade de vida, mediante pontuação do Escore de Gravidade Clínica Venosa e Questionário Aberdeen para Veias Varicosas.

Resultados: Foram incluídos no estudo 57 pacientes, totalizando 85 veias safenas magnas tratadas, sendo que 43 foram submetidas à Radiofrequência, e 42 à Eletrocoagulação. Não houve diferença estatisticamente signifi cante entre os grupos, no pré-operatório, em relação à idade (P = 0,264), gênero (P = 0,612), Escore de Gravidade Clínica Venosa (P = 0,125), Questionário Aberdeen para Veias Varicosas (P = 0,054), diâmetro (P = 0,880) e profundidade (P = 0,763) da veia safena magna tratada.
No intraoperatório, imediatamente após a realização da termoablação, todas as veias safenas magnas submetidas à eletrocoagulação apresentaram ausência de fluxo no segmento tratado e incompressibilidade, enquanto 12 membros ainda exibiam fluxo em sua veia safena magna tratada (P < 0,001) e nove veias apresentavam-se compressíveis (P < 0,001), quando submetidas à Radiofrequência. A principal complicação pós-operatória encontrada foi a parestesia, não havendo signifi cância estatística quanto à sua presença entre os grupos (P = 0,320).
O tempo de retorno às atividades rotineiras foi menor no grupo da Eletrocoagulação em relação ao grupo da Radiofrequência (P = 0,026). Não houve diferença entre os grupos em relação à taxa de oclusão da veia safena magna no seguimento de três meses (P = 0,157) e seis meses (P = 0,157), bem como na melhora da pontuação do Questionário Aberdeen para veias varicosas após três meses (P = 0,786) e seis meses (P = 0,401) e na melhora da pontuação do Escore de Gravidade Clínica Venosa
após três meses (P = 0,324) e seis meses (P = 0,367).

Conclusões: A Eletrocoagulação revelou-se um método eficaz para ablação da veia safena magna, com taxa de oclusão venosa, ocorrência de complicações e impacto na qualidade de vida semelhantes àqueles encontrados na Radiofrequência.
Comentador: Dr. Rogério Neser

ESTUDO RANDOMIZADO DUPLO-CEGO COMPARATIVO ENTRE ELETROCOAGULAÇÃO E RADIOFREQUÊNCIA NO TRATAMENTO DE PACIENTES PORTADORES DE INSUFICIÊNCIA DE VEIA SAFENA MAGNA E VARIZES DOS MEMBROS INFERIORES2020-04-02T12:15:03-03:00

TRATAMENTO DE ANOMALIA VASCULAR CONGÊNITA EM CRIANÇA DE 1 MÊS DE IDADE – RELATO DE CASO

2018-03-28T13:22:26-03:00

Autores: Giulianna Barreira Marcondes, Henrique Jorge Guedes Neto, Luis Carlos Uta Nakano, Ronald Flumignan, Jorge Eduardo Amorim

Instituição: EPM – Unifesp

Introdução: As anomalias vasculares são divididas em tumores e malformações vasculares e a diferenciação clínica entre os grupos é muitas vezes difícil. Nas últimas décadas, os estudos sobre o comportamento biológico destas afecções proporcionaram um melhor entendimento e um tratamento mais adequado e menos agressivo para estes pacientes. Atualmente, a International Society for the Study of Vascular Anomalies (ISSVA) orienta a classifi cação e regra o tratamento desse grupo de doenças.

Relato de Caso: Paciente do sexo masculino com um mês de idade.
Ao nascimento apresentava duas manchas vermelhas, uma em pálpebra superior direita e outra em lábio superior. As lesões aumentaram rapidamente de tamanho, evoluindo com ulceração da lesão em lábio com limitação ao aleitamento e com restrição à abertura ocular.
Foi encaminhada ao Serviço após realizar US Doppler de face com hipótese diagnóstica de malformação arteriovenosa. Iniciado tratamento clínico com propranolol na dose de 0,5mg/kg/dia por 7 dias,
seguido de aumento de dose para 1 mg/kg/dia.
O seguimento foi feito quinzenalmente por três meses com exame físico e documentação fotográfica. A dose de propranolol foi corrigida de acordo com o peso do paciente ao longo do seguimento.
Após 10 dias de tratamento houve cicatrização da lesão labial e melhora na abertura ocular.
Após três meses a lesão labial praticamente desapareceu e a palpebral teve uma grande diminuição do seu tamanho. Mantido tratamento com propranolol e seguimento periódico em consultas.

Discussão: O diagnóstico diferencial entre hemangioma e malformação arteriovenosa não é fácil nas fases iniciais do desenvolvimento da lesão vascular. O teste terapêutico com propranolol pode ser feito como medida inicial se não houver contraindicação ao seu uso. Neste caso de hemangioma de face, o resultado mostrou-se muito satisfatório com regressão significativa das lesões e melhora na qualidade de vida do paciente.

Comentador: Dr. José Luiz Orlando

TRATAMENTO DE ANOMALIA VASCULAR CONGÊNITA EM CRIANÇA DE 1 MÊS DE IDADE – RELATO DE CASO2018-03-28T13:22:26-03:00
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