ACURÁCIA DO ULTRASSOM VASCULAR COMPARADO À ANGIOTOMOGRAFIA PARA O DIAGNÓSTICO DE ESTENOSE DE CARÓTIDA EXTRACRANIANA

2018-07-28T21:56:26-03:00Reunião Científica - 26/07/2018, Vídeos, Vídeos 2018|

Autores: Raul Daolio (apresentador, aluno de medicina), Nicolle Cassola, Carolina Flumignan, Giulliana Marcondes, Luiz Gustavo Schaefer
Guedes, Osias Prestes, Luis Nakano, Henrique Guedes, Jorge Amorim, José Carlos Baptista-Silva e Ronald Flumignan

Instituição: Disciplina de Cirurgia Vascular da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo

Introdução: Ultrassom vascular (UV) é um teste mais barato e menos invasivo quando comparado à angioressonância magnética (ARM), angiotomografia computadorizada (ATC) e angiografi a de subtração digital (ASD) para o diagnóstico de estenose de carótida extracraniana, mas a acurácia do UV ainda não está bem estabelecida. O UV tem limitações técnicas conhecidas para dar informações relevantes sobre a origem dos tronco supra-aórticos e do próprio arco aórtico, por isso não poderia ser usado como único método em programação de stenting carotídeo.
Entretanto, ao estabelecer com segurança o grau de estenose carotídea, apenas com UV em paciente com indicação de endarterectomia, poder-se-ia programar essa terapêutica sem a necessidade de exposição do paciente a radiação ionizante (ATC e ASD) e a contraste nefrotóxico (ATC, ARM e ASD). Além de economizar recursos, isto contribuiria para melhor tomada de decisão quando os médicos se veem frente a pacientes que não poderiam ser submetidos à ATC, ARM ou ASD mas que seriam benefi ciados pela revascularização de carótida. O objetivo foi estabelecer a acurácia do UV para o diagnóstico de estenose de carótida, comparado a ATC como teste de referência em pacientes com possível indicação de endarterectomia carotídea.

Métodos: Trata-se de coorte retrospectiva comparando UV e ATC realizados em serviço universitário em 2016. Foram incluídos pacientes que realizaram os dois exames com intervalo de tempo de no máximo seis meses. Dois médicos especialistas avaliaram os UV e outros dois as ATC do mesmo paciente. Eles não tiveram acesso ao relatório original dos exames, aos laudos dos outros examinadores e aos resultados do outro método. Todos os examinadores utilizaram o software RadiAnttm (https://www.radiantviewer.com/pt-br/) e imagens de aquisição originais em formato DICOM (Digital Imaging and Communications in Medicine), em sistema operacional Windowstm para suas análises.
Utilizaram-se os critérios NASCET para as aferições em ATC, os critérios do Consenso Americano de Radiologia 2003 para as aferições em UV e essas últimas faixas de estenoses para comparar os resultados. O limite considerado para sensibilidade e especifi cidade foi uma estenose de 50% ou mais. A unidade de análise foi o paciente, considerando separadamente os dados das artérias (direita e esquerda), quando possível.

Resultados: Dos 645 UV realizados em 561 pacientes, 52 (9,3%) realizaram ATC como investigação adicional. Dos primeiros 27 pacientes analisados, um foi excluído por apresentar dissecção de carótida e outros dois por terem sido submetidos à stenting de carótida. Apresentamos, então, a avaliação inicial dos primeiros 24 pacientes incluídos.
O intervalo médio entre o UV e ATC foi de quatro meses e o intervalo de toda a amostra variou de zero a seis meses. A idade média foi 64 anos, 74% eram homens, 74% eram hipertensos, 81% dislipidêmicos, 40% diabéticos e 55% fumantes. A sensibilidade do UV foi de 90% ou mais e especifi cidade 82%. O valor preditivo positivo foi de 66% e valor preditivo negativo foi de 95%. A acurácia geral foi 84%.
Houve 2% de discordância entre avaliadores de UV e 25% entre avaliadores de ATC. UV e ATC tiveram 12% de discordância entre métodos.

Discussão: Quando se trata de UV, a dependência do examinador já é bem conhecida, mas nesse estudo a ATC se mostrou um método
diagnóstico com a mesma ou até maior infl uência, uma vez que a discordância entre seus avaliadores (25%) foi maior que a encontrada entre os de UV (2%). O UV apresentou acurácia aceitável (84%) e semelhante à encontrada em estudos internacionais (80- 90%) e por isso segue como o teste de primeira escolha para diagnóstico de estenose carotídea em pacientes com provável indicação de endarterectomia.
Adicionalmente, pelo fato dos dados terem sido avaliados de maneira mascarada (entre avaliadores e entre testes), poderão contribuir para uma futura metanálise (evidência de alta qualidade) sobre a real acurácia
do UV.

Conclusão: A acurácia do UV realizado em serviço universitário, quando comparado à ATC, foi de 84%, para pacientes com possível indicação à endarterectomia.

Comentador: Dr. Marcos Roberto Godoy

VINTE ANOS DE EXPERIÊNCIA EM RECONSTRUÇÕES VASCULARES ASSOCIADAS À RESSECÇÃO DE MALIGNIDADES

2018-07-28T22:06:50-03:00Reunião Científica - 26/07/2018, Vídeos, Vídeos 2018|

Autores: Mariana Krutman, Kenji Nishinari, Bruno Soriano Pignataro, Guilherme Yazbek, Guilherme Andre Zottele Bomfi m, Rafael Noronha Cavalcante, MD, Guilherme Centofanti, Igor Yoshio Imagawa Fonseca, Marcelo Passos Teivelis

Instituição: AC Camargo Câncer Center, São Paulo, Brasil

Objetivos: A invasão vascular não é mais considerada uma contraindicação absoluta para a remoção de tumores e as reconstruções complexas fazem parte da atividade diária dos cirurgiões vasculares em centros oncológicos especializados. Nosso objetivo é relatar a experiência de reconstruções vasculares complexas em um único centro oncológico e avaliar seus resultados de sobrevida e patência a longo prazo.
Até onde sabemos, este é o maior relato de reconstruções vasculares, publicado até a presente data, com o maior tempo de seguimento.
Materiais e métodos: Neste estudo de coorte retrospectivo, avaliamos, entre setembro de 1997 a janeiro de 2016, 91 pacientes que
foram submetidos a 92 procedimentos de reconstrução arterial e 47 de reconstrução venosa. Os desfechos de sobrevida e perviedade tardia
gerais foram analisados para todos os pacientes do estudo e estratificados de acordo com os diferentes segmentos corporais (cervical, tórax, membros superiores, abdome e membros inferiores).

Resultados: O tempo estimado de seguimento médio e mediano foi 112,66 e 100 meses, respectivamente. A estimativa de sobrevida geral, em 24 e 60 meses, foi de 55,3% e 31,1%, respectivamente. As estimativas de sobrevida foram signifi cativamente menores nos casos cervicais quando comparados aos demais segmentos corporais. As taxas de patência arterial primária, em 24 e 60 meses, foram de 96,7% e 84,9%, respectivamente e apresentaram semelhantes em todos os segmentos corporais. As taxas de perviedade venosa foram de 71,4% e 64,2% em 24 e 60 meses, respectivamente. Sete casos (7,6%) de complicações vasculares arteriais foram observados.

Conclusões: A reconstrução vascular, realizada em conjunto com a ressecção oncológica, é uma opção de tratamento viável para tumores com envolvimento vascular. Quando a cirurgia é realizada em centros especializados, baixa morbidade perioperatória e perviedade prolongada são esperadas, independentemente do território vascular submetido à intervenção.

Comentador: Dr. Antonio Eduardo Zerati

ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE IDADE E RESULTADOS DA SIMPATECTOMIA TORÁCICA PARA TRATAMENTO DE HIPERIDROSES EM 1633 PACIENTES – QUANTO MAIS VELHO, MELHOR

2018-07-28T22:13:53-03:00Reunião Científica - 26/07/2018, Vídeos, Vídeos 2018|

Autores: Dafne Braga Diamante Leiderman, Jose Ribas Milanez de Campos, Paulo Kauffman, Miguel Lia Tedde, Guilherme Yazbek, Marcelo Passos Teivelis, Nelson Wolosker Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein

Objetivo: Já foram estudados vários fatores que poderiam influenciar a eficácia e a satisfação dos pacientes após a simpatectomia torácica bilateral no tratamento da hiperidrose, mas poucos estudos na literatura analisaram especifi camente o efeito da idade sobre a eficácia do tratamento, variações na qualidade de vida e a ocorrência de hiperidrose compensatória.

Métodos: Analisamos retrospectivamente o efeito da idade, índice de massa corporal, técnicas cirúrgicas, qualidade de vida antes da cirurgia, melhoria da qualidade de vida após a cirurgia, melhora clínica na sudação no local principal e ocorrência e intensidade da hiperidrose compensatória em uma grande amostra (n = 1633) de pacientes com hiperidrose submetidos à simpatectomia bilateral.

Resultados: A qualidade de vida melhorou em mais de 90% dos pacientes e a hiperidrose compensatória severa melhorou em 5,4%; a idade não afetou esses resultados. A idade avançada resultou em crescente melhora na redução da transpiração e a CH foi associada a outras variáveis (IMC, hiperidrose craniofacial e nível de ressecção).

Conclusões: Concluímos que os pacientes idosos apresentam melhor progresso na transpiração no principal sítio de hiperidrose. Os resultados da simpatectomia para pacientes idosos são iguais aos de pacientes mais jovens em termos de melhoria da qualidade de vida e a ocorrência de hiperidrose compensatória.

Comentador: Dr. Adnan Neser

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