Avaliação dos resultados de cateteres totalmente implantáveis em região cervical e braquial de pacientes em tratamento para quimioterapia

2019-07-07T13:32:15-03:00Reunião Científica - 25/04/2019, Reunião Científica São Paulo, Vídeos, Vídeos 2019|

Autores: Marina Gonzalez de Toledo; Renato Manzioni; Sayonê Andrade de Moura; e Fabio B. Sotelo.

Instituição: Hospital Ipiranga

Introdução: Os dispositivos venosos totalmente implantáveis (DVTIs) ou ports são essenciais para pacientes com neoplasia maligna que necessitam de quimioterapia e outros tratamentos parenterais de longa duração. Por serem totalmente implantáveis possibilitaram melhor qualidade de vida, maior durabilidade, menor taxa de infecção e outras complicações quando comparados aos demais dispositivos. O implante através da veia jugular interna tem sido a via preferencial de inserção, entretanto vem sendo debatida nos últimos anos devido sua associação à complicações graves como pneumotórax, hemotórax, punção de artéria subclávia e artéria carótida. Uma alternativa para evitar essas complicações é a utilização de dispositivos venosos totalmente implantáveis de inserção periférica no braço.

Método: Estudo prospectivo no qual foram avaliados 16 pacientes com doença neoplásica oriundos do ambulatório de cirurgia vascular do Hospital Ipiranga – UGA II, submetidos ao implante de port através de acesso cervical ou braquial, de acordo com as indicações médicas e a preferência do paciente. Estes pacientes foram acompanhados pelo período de junho de 2018 a janeiro de 2019, e os desfechos primários avaliados foram: tempo dos procedimentos, complicações e desconforto do paciente no período intra-operatório e após 10 dias, um mês e seis meses do procedimento. A avaliação do grau de satisfação foi realizada ao término do estudo com base na aplicação de um questionário específico.

Resultados: Em todos os casos o procedimento foi concluído com sucesso e o funcionamento adequado dos cateteres foi confirmado. As complicações observadas nos pacientes com acesso braquial incluíram um caso de hematoma local, um caso de tromboflebite assintomática e um caso de infecção de loja subcutânea, todos tratados clinicamente sem necessidade de retirada do dispositivo.
Nos pacientes com acesso cervical foi observado um caso de cateter mal posicionado e dois casos de infecção de loja subcutânea, um deles com necessidade de retirada precoce do port. A maioria dos pacientes preferiu implantação do cateter no braço, porém obtivemos maior número de ports implantados por via cervical devido incompatibilidade das veias periféricas com o dispositivo disponível.
Dos 15 pacientes que mantiveram o port por seis meses e foram interrogados (nove pacientes com acesso cervical, seis pacientes com acesso braquial), 14 (93,3%) recomendariam o procedimento para outra pessoa.

Conclusão: A implantação do port através do acesso braquial e cervical não apresentou complicações graves, e os pacientes demonstraram elevada satisfação geral. A implantação por via periférica no braço é uma opção segura e pode ser utilizada como alternativa ou oferecida como primeira escolha, conforme indicações
médicas e a preferência do paciente.

Comentador: Dr. Guilherme Yazbek

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Registro de dados de cateteres implantados por time de acessos vasculares em hospital geral

2019-07-07T13:32:16-03:00Reunião Científica - 25/04/2019, Reunião Científica São Paulo, Vídeos, Vídeos 2019|

Autores: Fábio Rodrigues Ferreira do Espírito Santo; Grace Carvajal Mulatti; Carlos Alberto Sian de Oliveira; André Luiz Passalacqua; Aline de Paula Benabou; Simon Benabou; Tatiane Carneiro Gratão; e Harue Santiago Kumakura.

Instituição: SESV – Serviço Especializado em Soluções Vasculares, Equipe de Acessos Vasculares no Hospital São Camilo Pompeia

Objetivo: Coletar e analisar os dados relativos ao perfil epidemiológico, indicações, métodos de realização e desfecho de acessos vasculares solicitados à equipe especializada em acessos em hospital geral na zona oeste de São Paulo.

Métodos: Foram coletados prospectivamente dados demográficos de todos os acessos realizados consecutivamente entre outubro e dezembro de 2018, por equipe especializada em acessos vasculares, composta por cirurgiões vasculares. Os desfechos foram obtidos através de consulta retrospectiva de registros em prontuário médico. Todas as punções foram guiadas por ultrassom e, no caso dos cateteres de inserção periférica o posicionamento da ponta do cateter no átrio foi assegurado através de eletrocardiograma intracavitário.

Resultados: Foram 483 acessos realizados pelo time no período de três meses, sendo que os implantes de cateteres de inserção periférica (PICC) corresponderam a 86% do volume total, seguido pelo implante de cateteres de diálise (5%), cateter central de curta permanência (4%) e port-o-caths (3,3%). Dentro do subgrupo dos PICCs, 50% foram implantados em ambiente de UTI e 50% para pacientes em unidade de internação; a idade média dos pacientes foi de 66,7 anos; a média de permanência dos PICCs foi de 12 dias, com taxa global de 87% de cateteres que atingiram o fim da terapia proposta. A taxa de acerto na primeira punção foi de 97,9%, e 3,3% dos PICCs demonstraram alguma dificuldade de progressão. As obstruções de lúmen aconteceram somente em cateteres implantados do lado esquerdo. Foram identificados cinco casos de TVP associada ao PICC (1,2%), sendo 100% delas ligadas a cateteres de 5Fr ou mais. A taxa de infecção foi de 0,78 por 1000 cateter-dia e apenas quatro PICCs foram removidos devido a insucesso no posicionamento inicial.

Conclusões: Times especializados em acessos vasculares podem obter altas taxas de sucesso e baixas taxas de complicações.
A presença de cirurgiões vasculares com entendimento da fisiologia da rede vascular, bem como conhecimentos ultrassonográficos é desejada para melhores resultados.

Comentador: Dr. Sérgio Roberto Tiossi

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Avaliação da atividade da heparina injetada no cateter totalmente implantável para quimioterapia (portocath) entre dois momentos de uso

2019-07-07T13:32:16-03:00Reunião Científica - 25/04/2019, Reunião Científica São Paulo, Vídeos, Vídeos 2019|

Autores: Conrado Dias Pacheco Annicchino Baptistella; Pedro Henrique Batista Santini; Cynthia de Almeida Mendes; João Carlos de Campos Guerra; Francisco Neves Pereira; Valdir Fernandes de Aranda; e Nelson Wolosker.

Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein

Objetivo: Analisar se a heparina utilizada como “lock” em cateter totalmente implantável para quimioterapia (portocath) mantém sua
atividade mesmo que permaneça no cateter por um longo período de tempo.

Métodos: De acordo com o protocolo institucional, todos os cateteres utilizam rotineiramente a solução de “lock com 3ml de solução heparinizada após quimioterapia e o intervalo de tempo entre cada troca, como nos cateteres estudados, variou de 7 a 30 dias.
Um total de 25 amostras de sangue de 22 pacientes, com seis tipos de neoplasia, em quimioterapia ou não, foram coletadas de acordo com a rotina de utilização de cada cateter.
Os 10ml de líquido contido no reservatório do cateter, que correspondia ao “lock” da última seção, foi aspirado e enviado para análise laboratorial para estudo prospectivo com os seguintes testes: Anti-Xa, TTPA, Tempo de Trombina, Reptilase, Tromboelastograma.

Resultados: A atividade da heparina foi encontrada em 96% dos testes anti-Xa e TTPA. Em relação ao TT, 92% apresentaram atividade.
O teste de repitilase foi realizado em 24 amostras com redução significativa do tempo em todas elas. No estágio Intem do teste de tromboelastograma mostrou atividade em 92% das amostras e na fase Heptem houve redução no tempo em todas as amostras.
Em todas as amostras, a atividade da heparina foi confirmada independente do tempo de uso.

Conclusão: Podemos concluir que o “lock” com solução heparinizada utilizada em nosso serviço em cateteres venosos centrais totalmente implantáveis para quimioterapia, foi mantido com heparina ativa mesmo após um longo período de tempo (até 30 dias), demonstrando que a meia-vida da substância dentro do cateter é maior que a meia-vida plasmática.

Comentador: Dr. Fábio Rodrigues Ferreira do Espírito Santo

Tratamento fármaco-mecânico de flegmasia cerúlea dolens de membro superior: relato de caso
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