ACOMPANHAMENTO DE PACIENTES PORTADORES DE FILTRO DE VEIA CAVA INFERIOR COMO PROFILAXIA DO TROMBOEMBOLISMO PULMONAR

2019-07-07T13:29:59-03:00Reunião Científica - 27/06/2019, Reunião Científica São Paulo, Vídeos, Vídeos 2019|

ACOMPANHAMENTO DE PACIENTES PORTADORES DE FILTRO DE VEIA CAVA INFERIOR COMO PROFILAXIA DO TROMBOEMBOLISMO PULMONAR

Autores: Cecília M. C. Pedro, Marcelo C. Burihan, Felipe Nasser, Orlando C. Barros, Tamiris A. M. Ingrund, Gustavo C. Miranda, Marlon A. Olivetti, George D. Brandão, José C. Ingrund

Instituição: Faculdade Santa Marcelina / Hospital Santa Marcelina

Resumo: A trombose venosa profunda (TVP) é a formação de trombos no interior das veias profundas, e uma de suas principais complicações é o tromboembolismo pulmonar (TEP). O TEP consiste na deposição de trombos dentro dos vasos pulmonares, sendo a principal causa de morte hospitalar evitável. Os anticoagulantes são utilizados no tratamento do TEP, porém existem casos onde há contraindicação para seu uso. Desta forma, os filtros de veia cava (FVC) podem ser indicados, com o propósito de prevenir o desenvolvimento de eventos embólicos e suas complicações.
O estudo teve o objetivo de avaliar a efetividade do FVC na profilaxia do TEP e demonstrar suas complicações. Indicar o perfil epidemiológico dos pacientes que receberam o FVC, demonstrar as doenças mais prevalentes e as principais indicações para utilização do FVC nos pacientes com TVP e TEP.
Foi um estudo observacional de coorte retrospectivo de 101 pacientes que receberam o FVC, de setembro de 2008 até dezembro de 2016, no Serviço de Cirurgia Vascular e Endovascular do Hospital Santa Marcelina. Os dados foram obtidos através da verificação sistemática dos prontuários eletrônicos.
No total de 101 pacientes, que foram submetidos ao procedimento, foi observado maior prevalência no sexo feminino (69,3%). A faixa etária mais prevalente nas mulheres foi entre 51 a 70 anos (37,6%), e nos homens foi entre 51 a 70 anos (14,8%). Após a verificação de prontuários, notou-se que 25 pacientes não receberam o tratamento completo no serviço, resultando na perda de seguimento clínico por impossibilidade de acessar o prontuário alterando a quantidade da amostra para 76 pacientes. A principal comorbidade foi a HAS. Constatou-se que 59% dos pacientes apresentavam doenças malignas, sendo o carcinoma de colo uterino a mais comum. A indicação mais prevalente para o uso do FVC foi a presença de TVP associada a indicação cirúrgica. Antes do FVC, a incidência de TEP era de 14,4%, após o implante foi de 2,6%. O estudo indicou que 73 pacientes evoluíram com TVP primária, 3,9% deles recorreram com TVP após o implante. Três indicações do FVC não envolveram a presença de TVP primária, sendo elas: TEP apesar de anticoagulação plena, TEP recorrente e indicação cirúrgica associada ao risco elevado de desenvolver TEP, após o implante os pacientes não desenvolveram trombose. Dos 76 pacientes, 41 deles vieram a óbito durante a pesquisa. No decorrer do estudo, um paciente evoluiu com deslocamento do implante, os demais não apresentaram complicações documentadas.
Com isso, o estudo mostrou o vínculo entre TVP e o sexo feminino. Permitiu concluir que os FVC podem ser utilizados para a prevenção do TEP, não devendo ser utilizado como conduta imediata, apenas quando há forte evidência para o uso. Confirmou o alto índice de doenças malignas associadas a eventos trombóticos. Em relação às complicações do FVC, dos 10 pacientes que retornaram ao serviço, apenas um evolui com deslocamento do implante. Inferindo maior confiança ao uso do FVC quando este
for necessário.

Comentador: Dr. Celso Ricardo Bregalda Neves

Tratamento fármaco-mecânico de flegmasia cerúlea dolens de membro superior: relato de caso

ANÁLISE DOS RESULTADOS DA SIMPATECTOMIA VIDEOTORACOSCÓPICA NO TRATAMENTO DA HIPER-HIDROSE EM PACIENTES ADOLESCENTES

2019-07-07T13:30:22-03:00Reunião Científica - 27/06/2019, Reunião Científica São Paulo, Vídeos, Vídeos 2019|

ANÁLISE DOS RESULTADOS DA SIMPATECTOMIA VIDEOTORACOSCÓPICA NO TRATAMENTO DA HIPER-HIDROSE EM PACIENTES ADOLESCENTES

Autores: Carolina Brito Faustino, Nelson Wolosker, José Ribas, Paulo Kauffman, Guilherme Yazbek, Paulo Pego e Gabriel Cucato

Instituições: Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo; Hospital Israelita Albert Einstein e Hospital AC Camargo

Introdução/Objetivo: Vários fatores que podem influenciar a eficácia e satisfação dos pacientes após simpatectomia torácica bilateral (VATS) no tratamento da hiperidrose (HH) têm sido estudados, mas não há estudos na literatura que analisem especificamente a eficácia de tratamento e variações na
qualidade de vida de pacientes adolescentes em comparação com pacientes adultos (18-40 anos).

Métodos: Foram analisados, retrospectivamente, 2431 pacientes com hiperidrose, submetidos a VATS bilateral, divididos nos seguintes grupos: adolescentes (472 pacientes) e adultos (1760 pacientes). As variáveis incluíram qualidade de vida antes da cirurgia, melhora na qualidade de vida após a cirurgia, melhora clínica da sudorese, presença hiperidrose compensatória grave e satisfação geral em um mês após a cirurgia.

Resultados: Observamos que todos pacientes submetidos à cirurgia apresentaram qualidade de vida ruim ou muito ruim antes da cirurgia; no entanto, os dois grupos foram estatisticamente diferentes. A qualidade de vida do grupo ADOLESCENTE antes da cirurgia foi estatisticamente pior do que a do grupo ADULTO. No pós-operatório, observamos melhora na qualidade de vida em mais de 90% dos pacientes, sem significativa diferença observada entre os dois grupos de pacientes. Hiperidrose compensatória grave ocorreu em 23,8% dos pacientes em série, sem diferença significativa entre os dois grupos.

Conclusões: Pacientes adolescentes se beneficiam tanto quanto pacientes adultos de VATS realizado para tratar a hiperidrose primária, apresentando significativos resultados cirúrgicos.

Comentador: Dr. Marco Antonio Soares Munia

Tratamento fármaco-mecânico de flegmasia cerúlea dolens de membro superior: relato de caso

IMPLANTE DE CATETER VENOSO CENTRAL PARA DIÁLISE DE CURTA PERMANÊNCIA EM HOSPITAL TERCIÁRIO

2019-07-07T13:31:12-03:00Reunião Científica - 27/06/2019, Reunião Científica São Paulo, Vídeos, Vídeos 2019|

IMPLANTE DE CATETER VENOSO CENTRAL PARA DIÁLISE DE CURTA PERMANÊNCIA EM HOSPITAL TERCIÁRIO

Autores: Luciene do Nascimento Lima, Patrícia Maristela Maria Reis, Larissa Albuquerque de Oliveira Silva, Rodolfo Pacheco Quida, Ana Carolina de Oliveira Calixtro, Paulo Matsumura, Sérgio Vitasovic Gomes, Ulisses Ubaldo Mattosinho Mathias, Regina de Faria Bittencourt Costa

Instituição: Hospital Heliópolis

Introdução: A hemodiálise pode ser feita através de cateteres tunelizados ou não e preferencialmente através de fístulas arterio-venosas (FAV). O cateter duplo lúmen não tunelizado, cateter de Shilley, é utilizado para acesso por curto período (20 a 30 dias) até a maturação de uma FAV ou em pacientes que necessitam de diálise de emergência ou ainda em pacientes dialíticos com problemas em seu acesso definitivo.
A urgência renal é um estado clínico comumente associado a pacientes graves. Tal comorbidade, se não tratada rapidamente e de forma assertiva, pode levar o paciente à morte.

Metodologia: No período de julho de 2017 a fevereiro de 2019, foram avaliados os prontuários de pacientes internados em diferentes serviços do hospital, que foram submetidos a implante de cateter de curta permanência (Shilley) para realização de hemodiálise em caráter de urgência, indicados pelo Serviço de Nefrologia. Foram excluídos pacientes submetidos à troca de cateter através de fio guia.
Foram previamente avaliadas as condições clínicas, comorbidades, exames laboratoriais, RX de Tórax e outros exames de imagem quando necessários. Foram analisadas complicações maiores (hemo ou pneumotórax, hematoma cervical significativo, óbito) e complicações menores (necessidade de várias punções, mudança de sítio, punção arterial, dificuldade de progressão do fio guia).
Os pacientes foram submetidos a implante de cateter sob técnica de Seldinger, pela equipe de Cirurgia Vascular no Centro Cirúrgico, exceto naqueles pacientes cuja a condição clínica impedia sua mobilização. O sítio preferencial de punção foi sempre a veia jugular interna direita, por via anterior, onde os cateteres foram implantados na maioria dos pacientes.

Resultados: No período de 20 meses, 113 pacientes foram submetidos a implante de cateter de curta permanência para diálise. Destes, 70 eram do sexo masculino, e a idade variou de 18 a 86 (mediana de 64 anos). Não observou-se ocorrência de complicações maiores. Eram pacientes complexos com mais de duas comorbidades, dentre elas hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e acidente vascular cerebral que apresentaram taxa de óbito na internação superior a 70%, não relacionados ao implante do cateter. Alguns pacientes foram submetidos a mais de um implante de cateter e apenas um necessitou de diálise peritoneal por falha na implantação de cateteres venosos.

Conclusão: Pacientes submetidos ao implante de cateter de diálise no nosso serviço apresentaram grande complexidades.
Observou-se ausência de complicações maiores no procedimento, explicada pela presença do cirurgião vascular experiente bem como obediência a protocolo de cirurgia segura, incluindo avaliação pré-operatória cuidadosa. Somente foi possível o seguimento dos pacientes em curto e médio prazo, pois os pacientes eram graves em sua maioria e muitos tiveram desfecho fatal.

Comentador: Dr. Sérgio Roberto Tiossi

Tratamento fármaco-mecânico de flegmasia cerúlea dolens de membro superior: relato de caso
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