Tratamento fármaco-mecânico de flegmasia cerúlea dolens de membro superior: relato de caso – 28/03/2019

2019-07-07T13:29:24-03:00Reunião Científica - 28/03/2019, Reunião Científica São Paulo, Vídeos, Vídeos 2019|

Autores: Marina Raphe Matar; Saulo Rodrigues Barroso; Sidnei José Galego; Thais Chehuen Bicalho; João Antônio Corrêa

Instituição: Faculdade de Medicina do ABC

Objetivo: Relatar caso de flegmasia cerúlea dolens de membro superior direito tratado com sucesso por trombectomia fármaco-mecânica e angioplastia com balão e implante de stent em veia subclávia direita.

Material e Métodos: Relato de caso de paciente de sexo feminino, de 45 anos de idade, com diagnóstico de mutação do gene da protrombina e história prévia de trombose venosa profunda em membro superior direito, que procurou o Pronto-Socorro com dor e edema em braço direito e cianose em mão direita, com início dos sintomas há dois dias.
O diagnóstico foi realizado com auxílio do ultrassom doppler venoso e da flebografi a do membro superior direito. O tratamento realizado foi a anticoagulação com heparina de baixo peso molecular em dose terapêutica e a combinação de infusão de fi brinolítico por cateter, trombectomia mecânica, angioplastia venosa com balão e implante de stent em veia subclávia direita. Todo o tratamento foi realizado em uma única sessão.

Resultados: Após tratamento proposto, obteve-se sucesso clínico e perviedade total da veia. Os sintomas foram aliviados signifi cativamente após o tratamento em dois dias. A paciente recebeu alta em quatro dias com anticoagulação oral.

Conclusão: Abordagens endovasculares estão se tornando frequentes no tratamento de trombose venosa profunda complicada e vêm alcançando bons resultados. Neste caso, os sintomas foram rapidamente aliviados, com a combinação de trombectomia fármaco-mecânica, angioplastia com balão de veia subclávia direita e implantação de stent, demonstrando que a técnica endovascular, neste caso, mostrou-se um bom método de tratamento.

Moderador: Dr. Fábio Henrique Rossi

Tratamento fármaco-mecânico de flegmasia cerúlea dolens de membro superior: relato de caso

O uso de contraste por microbolhas em ultrassonografia na vigilância após correção endovascular de aneurisma de aorta abdominal – 28/03/2019

2019-07-07T13:33:31-03:00Reunião Científica - 28/03/2019, Reunião Científica São Paulo, Vídeos, Vídeos 2019|

Autores: Carolina Brito Faustino; Nelson Wolosker; Carlos Augusto Pinto Ventura; Andre Brunheroto

Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein

Introdução: O ultrassom com injeção de contraste por microbolhas (CMUS) é uma modalidade diagnóstica, cujos estudos internacionais
recentes demonstram boa acurácia no seguimento de complicações após EVAR; no entanto, há poucos estudos nacionais que abordem esse método de seguimento, ainda pouco utilizado e difundido no Brasil. O objetivo desse estudo, é descrever a experiência do Hospital
Israelita Albert Einstein (HIAE) no seguimento de EVAR com CMUS, descrevendo a técnica empregada, os principais achados, as difi culdades e comparações com outros métodos de seguimento.

Métodos: Foram avaliados 21 pacientes, entre 2015 e 2017, em seguimento pós-operatório de EVAR, no HIAE. Todos os pacientes são do sexo masculino, com idades entre 65 e 83 anos (média 80 anos, mediana 73 anos). Em todos os casos, foi realizada a USGD, seguida pela posterior injeção de contraste de microbolhas (Sonovue® Bracco). Foram analisadas as indicações dos exames, as complicações dos
exames, o diagnóstico das lesões, nos casos que evidenciavam vazamentos, a origem dos mesmos, e uma comparação entre o exame sem contraste e o exame com contraste realizado pelo avaliador. Para comparar o exame Doppler colorido (USDG) com o exame contrastado (CMUS), utilizamos os seguintes parâmetros: a confi rmação ou a detecção de vazamento no interior do saco aneurismático, a mensuração de suas dimensões assim como a análise do tipo de vazamento.

Resultados: Dos 22 pacientes avaliados, 10 apresentaram complicações evidenciadas pelo método; sendo sete pacientes diagnosticados com Endoleak, dois pacientes com estenose em ramo de endoprótese e um paciente com dissecção em Artéria Ilíaca Externa.
Em relação aos sete casos com endoleak diagnosticados, em apenas um caso não se caracterizou a origem do vazamento. Em dois, desses sete casos, o vazamento não foi identifi cado no modo USGD. E ainda, em outros dois
casos, nos quais a USDG já havia identifi cado o vazamento, houve uma caracterização ainda melhor do mesmo, após a injeção do contraste. Não houveram complicações relacionadas à realização do exame com contraste.

Conclusão: Assim, o CMUS já é uma técnica bastante estudada e utilizada internacionalmente para seguimento após EVAR, com acurácia semelhante à angiotomografi a, porém pouco difundida em nosso país. Em teoria, pode ser mais confi ável que a ATC na classificação e avaliação do vazamento, já se demonstrou um método seguro e não inferior a ATC no diagnóstico de complicações, podendo ser utilizado no seguimento e apenas complementado pela ATC para melhor condução terapêutica, quando houver indicação de intervenção.
Tem indicação, ainda, em casos de crescimento de saco aneurismático, sem achado de vazamento pela ATC. E seguimento de endoleaks tipo II, com redução de custos, exposição a contraste iodado e radiação. A experiência de vários anos da nossa instituição (HIAE) demonstra a possibilidade e efi cácia dessa técnica em nosso país, comprovando suas indicações e resultados.

Moderador: Dr. Marcos Roberto Godoy

O uso de contraste por microbolhas em ultrassonografia na vigilância após correção endovascular de aneurisma de aorta abdominal

Análise comparativa das propriedades biomecânicas da aorta com diâmetro normal e aortas com aneurisma. Impacto da idade – 28/03/2019

2019-07-07T13:33:31-03:00Reunião Científica - 28/03/2019, Reunião Científica São Paulo, Vídeos, Vídeos 2019|

Autores: Erasmo Simão da Silva e Madhavan Lakshmi Raghavan

Instituições: Laboratório de Investigação Médica 02 – HCFMUSP. Departamento de Bioengenharia da Universidade de Iowa

Contexto: As propriedades biomecânicas da parede dos Aneurismas da Aorta Abdominal contribuem para o desenvolvimento de modelos matemáticos utilizados na previsão de crescimento e rotura dos aneurismas. A comparação destas propriedades em aortas não aneurismáticas demarca as diferenças e estabelecem um parâmetro de controle para a análise acurada destes resultados.

Objetivo: Comparar a resistência da parede da aorta sem dilatação com a de aneurismas através de testes biomecânicos uniaxiais de espécimes obtidos em necropsia.

Método e Casuística: Amostras de 40 aneurismas da aorta abdominal, 19 da aorta abdominal de indivíduos com mais de 60 anos e 11 da aorta abdominal de indivíduos com menos de 60 anos (coletados em necropsia) foram analisadas com teste destrutivo uniaxial.

Resultados: Do ponto de vista de resistência da parede, os segmentos retirados de aortas abdominais sem aneurismas em indivíduos com mais de 60 anos comparados aos segmentos coletados dos aneurismas mostraram comportamento semelhante (respectivamente tensão de falência: 11.77 N/cm x 12.16 N/cm, p=0.66). Os segmentos de aorta dos indivíduos com menos de 60 anos mostraram-se mais resistentes que os segmentos de aorta abdominal sem dilatação com mais de 60 anos e com aneurisma (respectivamente, tensão de falência: 23.52 N/cm, 11.77 N/cm e 12.16 N/cm, p= 0.003).

Conclusão: A premissa que o aneurisma da aorta abdominal é determinado por uma fraqueza da parede aórtica não foi corroborada por este estudo. Testes multiaxiais e de insufl ação de espécimes inteiros necessitam ser realizados para confi rmar os resultados do presente estudo.

Moderador: Dr. Roberto Augusto Caffaro

Análise comparativa das propriedades biomecânicas da aorta com diâmetro normal e aortas com aneurisma. Impacto da idade
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