Resultados do tratamento das oclusões arteriais agudas de membros em hospital universitário – estudo retrospectivo

2019-09-03T20:20:15-03:00Reunião Científica - 29/08/2019, Reunião Científica São Paulo, Vídeos, Vídeos 2019|

Autores: Caroline Teodoro; Flavia Girard; Marcone Lima Sobreira; Matheus Bertanha; Ricardo de Alvarenga Yoshida; Regina Moura; Rodrigo Gibin Jaldin; e Winston Bonetti Yoshida

Instituição: Disciplina de Cirurgia Vascular e Endovascular – Departamento de Cirurgia e Ortopedia da Faculdade de Medicina de Botucatu- UNESP

Introdução: As oclusões arteriais agudas (OAA) de extremidades vêm crescendo com o aumento da longevidade da população.
As causas mais frequentes são as embolias vindas de alterações cardíacas e de tromboses, consequentes a complicações aterotrombóticas nas artérias periféricas ou oclusões de restaurações arteriais e traumas.

Objetivo: Avaliar retrospectivamente os resultados de salvamento de membros e sobrevida de pacientes com OAA de extremidades.

Métodos: Pacientes com OAA de extremidades que chegaram consecutivamente ao nosso Hospital. Estes foram divididos em três grupos: Embolias, Tromboses e Indefinido. Os desfechos incluíram: dados demográficos, sucesso técnico, sintomas, antecedentes, categoria Rutherford, artérias acometidas, complicações pós-operatórias
e salvamento de membros em 30 dias.

Resultados: Foram analisados prontuários de 105 pacientes, entre os anos de 2012 e 2017, que chegaram em minoria (33,3%) no Grupo I da categoria Rutherford e 66,7% nas categorias mais graves. A idade variou de 46 a 91 anos, com predominância do sexo masculino (65,7%). Os membros inferiores foram os mais acometidos (91,4%) e a origem das OAA foi trombótica (54,3%), embólica (35,2%) e indefinida (10,5%). Os sintomas encontrados foram dor em 97,1% dos pacientes, esfriamento (89,5%), palidez (64,7%), cianose (49,5%), parestesia (44,7%), paresia (30,5%), anestesia (21,9 %), edema (16,3%), cianose fixa (15,2%), plegia (10,5%), necrose (9,5%), contratura (7,6%) e eritrocianose (5,7%). As principais omorbidades foram: hipertensão (59,0%), tabagismo (59,0%), arritmias (26,6%), dislipidemias (24,0%), diabetes (23,8%) claudicação prévia (23,8%), infarto agudo de miocárdio (13,3%), aneurisma (11,4%), doença arterial periférica (37,1%), fibrilação atrial (20,0%). O setor fêmoro-poplíteo-distal (80%) foi o mais acometido. O tratamento predominante foi a tromboembolectomia com cateter Fogarty em 73,3%, fibrinolítico em 9,5%, dos casos, associado à angioplastia (28,5%) e stent (15,2%) nas tromboses. A reclusão arterial, pós-tratamento, foi mais frequente nos casos de trombose (12,9%) e variou conforme as classes Rutherford: I= 5,0%, IIA= 8,1%; IIB=3,0% e III= 1,0%. Em até 30 dias, após tratamento, a amputação maior foi de 19,8%, e o óbito foi de 14,6%.

Conclusão: O tratamento da OAA foi feito prioritariamente por meio de tromboembolectomia

Comentador: Dr. Ivan Benaduce Casella

Avaliação epidemiológica de aorta torácica através de tomografia computadorizada de baixa dosagem

Avaliação epidemiológica de aorta torácica através de tomografia computadorizada de baixa dosagem

2019-09-03T20:17:52-03:00Reunião Científica - 29/08/2019, Reunião Científica São Paulo, Vídeos, Vídeos 2019|

Autor principal: Lucas Lembrança

Coautores: Adriano Tachibana; Emanuela Carolina Zippo Silva; Richard Wonuh Joo; Ricardo Sales dos Santos; Marcelo Passos Teivelis; e Nelson Wolosker

Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein

Introdução e Objetivo: Os Aneurismas de Aorta Torácica representam um terço das internações por doenças da aorta, podendo acometer todos os seus segmentos. Os principais fatores de risco para o seu desenvolvimento são idade, tabagismo e hipertensão arterial. Mesmo com o alto grau de letalidade, são frequentemente assintomáticos, o que dificulta o diagnóstico precoce. Na ausência de sintomas, o tratamento cirúrgico é recomendado em função do diâmetro máximo do vaso, levando em consideração as suas características anatômicas basais. Dessa forma, o objetivo deste estudo é avaliar as características anatômicas da aorta torácica de brasileiros.

Materiais e Método: Foram avaliados 711 pacientes submetidos retrospectivamente à Tomografia Computadorizada de Tórax, num protocolo de baixa dosagem para triagem de nódulos pulmonares. Foram analisados o diâmetro máximo e comprimento de todos os segmentos aórticos, as principais variações anatômicas e o tipo de arco aórtico. Assim, foram avaliadas as prevalências de aneurisma, bem como correlações com as características demográficas da população. As medidas foram feitas manualmente por software Horos, após a
reconstrução multiplano.

Resultados: Os pacientes apresentavam uma média de idade de 61 anos (dp: 4,7) com predomínio do sexo feminino (50,5%). Todos eles eram hipertensos e tabagistas. O diâmetro da aorta ascendente foi de 33,61 mm (dp: 3,88), do arco aórtico foi de 28,6mm (dp: 2,89) e o do segmento descendente da aorta foi de 28,4 mm (dp:3,09). Houve correlação positiva entre o valor do diâmetro, idade e superfície corporal.
A variação anatômica mais frequente foi a presença de tronco bovino em 57 (11%) pacientes, seguida por origem isolada da artéria vertebral esquerda em 13 casos (2,5%). O Arco do tipo 1 foi o mais frequente, estando presente em 303 (55%) pacientes.
A prevalência de aneurismas foi de 0,14%, quando é considerado valor anormal uma dilatação maior que 50% do valor normal do vaso. Contudo, se utilizarmos um limite superior de dois desvios-padrão, esse número aumenta para 7%.

Conclusão: A prevalência de aneurismas torácicos na população brasileira foi semelhante ao encontrado em outras séries, quando utilizamos critérios arbitrários para sua definição.

Comentador: Dr. Andre Echaime V. Estenssoro

Avaliação epidemiológica de aorta torácica através de tomografia computadorizada de baixa dosagem
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