Autores: Marcelo Passos Teivelis; Marcelo Fiorelli Alexandrino da Silva (apresentador); Nickolas Stabellini; Dafne Braga Diamante Leiderman; Wellington Araujo Nogueira; Claudia Szlejf; Edson Amaro Junior; e Nelson Wolosker

Instituição: Hospital Albert Einstein

Introdução: Para aneurismas da aorta infrarrenal (AAAIR), diferentes estudos demonstraram menor mortalidade nos primeiros 30 dias para a técnica endovascular, com resultados confl itantes na diferença de mortalidade e custo-benefício a longo prazo para as diferentes técnicas.

Métodos: Dados públicos do Sistema Único de Saúde das cirurgias de correção do AAAIR realizados em São Paulo, entre 2008 e 2017, foram extraídos na web. Foram avaliados sexo, idade, município de residência, técnica operatória, estado eletivo ou urgente, número de cirurgias (total e por hospital), mortalidade durante a internação, tempo de permanência no estabelecimento (dias), tempo médio de permanência na unidade de terapia intensiva e valores pagos pelo
sistema governamental.

Resultados: Foram analisados 2.693 procedimentos; 78,7% dos pacientes eram do sexo masculino e 70,7% dos pacientes tinham 65 anos ou mais. Aproximadamente, 62,7% dos indivíduos possuíam endereço residencial cadastrado no município. Do total de cirurgias, 64,02% eram casos eletivos. Houve 288 óbitos hospitalares (mortalidade de 10,69%). A mortalidade durante a internação por cirurgia endovascular foi menor que a cirurgia aberta, tanto no contexto eletivo (4,13% versus 14,42%) quanto no contexto de emergência (9,73% versus 27,94%) (p = 0,019). O hospital com maior número de cirurgias (n = 635) apresentou menor mortalidade intra-hospitalar (3,31%). Um total de US$ 24.835.604,84 foi pago; uma média de $ 2.318,63 foi paga para cirurgia aberta eletiva, $ 3.420,10 para cirurgia aberta de emergência, $ 12.157,35 para cirurgia endovascular eletiva e $ 12.969,12 para cirurgia endovascular urgente. Os valores de custo do procedimento endovascular foram estatisticamente superiores aos valores pagos pelas cirurgias abertas (p<0,001).

Conclusão: As cirurgias endovasculares foram realizadas duas vezes mais que as cirurgias abertas; com menor tempo de internação e menor mortalidade, mas exigiram maior aporte fi nanceiro do Sistema Único de Saúde quando comparados às cirurgias abertas.

Comentador: Dr. Winston Yoshida