EVENTOS ASSOCIADOS À FALHA DA ANGIOPLASTIA CAROTÍDEA

EVENTOS ASSOCIADOS À FALHA DA ANGIOPLASTIA CAROTÍDEA
Autor Principal: Ana Carolina Silveira – Estagiária da Endovascular
Coautores: Erasmo Simão da Silva, André Estensoro, Calógero Presti, Nelson De Luccia, Pedro Puech-Leão.

Instituição: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP-SP, Laboratório de Anatomia e Cirurgia Vascular (LIM-02).

Objetivo: Avaliar incidência de eventos neurológicos menores (amaurose fugaz, acidente isquêmico transitório (AIT) ou acidente vascular cerebral isquêmico menor- AVCi) ou maiores (AVCi maior), assim como infarto agudo do miocárdio (IAM) e óbito, em pacientes submetidos à angioplastia carotídea sem sucesso. Bem como as causas da falha da angioplastia e a possibilidade de nova intervenção.

Casuística e Métodos: O estudo analisou pacientes submetidos à angioplastia carotídea onde ocorreu insucesso técnico, com conversão em menos de 30 dias para endarterectomia ou nova tentativa de angioplastia.
Entre 2004 e 2018, 20 pacientes foram incluídos nesta análise. Os pacientes foram avaliados quanto aos fatores de risco, sintomas pré-operatórios, indicações para conversão cirúrgica e desfechos peri-operatórios precoces.

Resultados: A maioria da amostra é representada por pacientes do gênero masculino (75%), hipertensos (94,1%), não diabéticos (66,7%), ex-tabagistas ou tabagistas ativos (66,7%), com sobrepeso ou obesidade (57,9%) e com insuficiência renal crônica (89,5%). Os dislipidêmicos, 50%, assintomáticos, 50% e 20%, com oclusão carotídea contralateral.
A média de idade dos pacientes foi de 70,4 anos. Quanto às causas para insucesso do procedimento inicial podem-se citar string sign (n=4), estenose crítica (n =1), dificuldade de manipulação do filtro (n =3), tortuosidade do arco ou da artéria carótida comum (n =5), abertura anômala ou oclusão do stent (n= 2). Setenta por cento dos pacientes (n= 14) foram submetidos a um novo procedimento imediatamente, sendo 13, conversão para endarterectomia e 1, angioplastia contralateral. Os demais pacientes (n= 6) submeteram à endarterectomia entre 1 até 7 dias.
Quanto aos desfechos primários, ocorreram 2 AVCi maiores e 1 óbito, após falha da angioplastia, todos no grupo de pacientes sintomáticos e com oclusão carotídea contralateral. Não ocorreram AVCi menores ou AIT, assim como IAM.

Conclusões: Falha na angioplastia carotídea está associada à dificuldade anatômica e encerra morbidade considerável. A conversão para endarterectomia pode ser feita imediatamente ou planejada, dependendo do motivo da falha ou sintoma imediato apresentado pelo paciente. Atenção especial deve ser dada para o subgrupo de pacientes sintomáticos e com oclusão carotídea contralateral.

Ação advocatícia perante a invasão de especialidades
2018-12-03T20:46:02+00:00 29 nov 2018|Reunião Científica - 29/11/2018, Vídeos, Vídeos 2018|