Experiência com a implantação de protocolo para o tratamento endovascular do aneurisma roto de aorta

Autores: Guilherme Baumgardt Barbosa Lima (Apresentador), Grace Carvajal Mulatti, Marcos Vinicius Melo de Oliveira, Tatiane Carneiro Gratão, Pedro Puech-Leão, Nelson De Luccia.

Instituição: Disciplina de Cirurgia Vascular HCFMUSP.

Objetivos: Relatar a experiência de tratamento cirúrgico do aneurisma roto da Aorta abdominal infrarrenal, por via endovascular e via convencional após padronização do protocolo para tratamento. Avaliar comparativamente complicações pós-operatórias e óbito.

Pacientes e Métodos: De fevereiro de 2011 a julho de 2018 foram avaliados retrospectivamente todos os casos de aneurismas rotos da Aorta infrarrenal, tratados por via convencional ou endovascular, atendidos no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, pela equipe do Pronto-Socorro de Cirurgia Vascular. O principal critério de indicação entre o tratamento aberto ou endovascular foi anatômico. Os desfechos analisados foram complicações em 30 dias e óbito.

Resultados: Foram tratados consecutivamente 118 pacientes portadores de aneurismas rotos da Aorta infrarrenal, média de idade de 67,4 anos. Os aneurismas tratados por via endovascular (58 pacientes) utilizaram preferencialmente endopróteses bifurcadas (93,1%). O reparo convencional foi feito em 60 pacientes. A principal indicação para cirurgia convencional foi o comprimento do colo proximal abaixo de 10 mm (média de 7 ± 12,3 mm). A média de comprimento do colo proximal para os casos endovasculares foi de 25 (± 11,9 mm). A mortalidade em 30 dias do grupo endovascular foi 39,6% (26,8% nos estáveis e 70,5% nos instáveis) e no grupo convencional foi 75% (71,7% nos estáveis; 80,9% nos instáveis). Houve diferença estatística para mortalidade no tratamento dos pacientes estáveis hemodinamicamente (p<0,00001), e não para os instáveis hemodinamicamente.

Conclusão: A menor mortalidade nos casos endovasculares, principalmente nos estáveis hemodinamicamente, sugere que este método deve ser a via preferencial para abordagem terapêutica, salvo condição anatômica que impossibilite a técnica. Entretanto, o comprimento do colo proximal parece ser um fator importante que afeta a mortalidade. Apesar do avanço das técnicas endovasculares, operações convencionais sempre serão necessárias e seu treinamento não pode ser descontinuado.

Moderador: Dr. Marcelo Fernando Matielo

2018-10-29T16:38:47+00:00 27 set 2018|Reunião Científica - 27/09/2018, Vídeos, Vídeos 2018|