FÍSTULA ARTERIOVENOSA PARA HEMODIÁLISE

A fístula arteriovenosa (FAV) é realizada nos pacientes portadores de doença renal crônica, ou seja, quando a função renal se deteriora e não efetua adequadamente a eliminação de toxinas produzidas pelo corpo, a manutenção do equilíbrio de água e sais minerais (cálcio, fósforo, potássio), a produção de hormônio eritropoetina (sua deficiência causa anemia), a formação dos ossos e a regulação da pressão arterial. E quando atinge a sua fase terminal, é necessário iniciar um tratamento para substituir a função renal por meio da hemodiálise, diálise peritoneal ou o transplante renal.

Assim, quando há uma piora importante da função renal, o paciente é encaminhado ao cirurgião vascular para uma avaliação médica, para realizar a confecção de uma fístula arteriovenosa para hemodiálise.

QUAL É A ANESTESIA PARA A CIRURGIA?

A fístula arteriovenosa é realizada com um procedimento cirúrgico com anestesia local ou regional (todo o membro), com ou sem sedação ou com anestesia geral. A escolha do tipo de anestesia depende do tipo da fístula arteriovenosa a ser confeccionada.

POR QUE É IMPORTANTE TER UMA FÍSTULA ARTERIOVENOSA PARA HEMODIÁLISE? 

A fístula arteriovenosa proporciona uma menor taxa de complicação em comparação com o uso de cateter para a hemodiálise, como a infecção e trombose venosa. Consequentemente, proporciona uma melhor qualidade de vida e maior sobrevida do paciente.

QUAIS AS ORIENTAÇÕES GERAIS ANTES DE REALIZAR ESSE TIPO DE CIRURGIA?

–  Preservar preferencialmente o membro superior não dominante para a cirurgia, evitando a punção (uso) das veias em caso de coleta de exames ou infusão de medicamento injetável.

– Preferencialmente, realizar as punções das veias do dorso da mão para preservar ao máximo as veias que podem ser utilizadas na cirurgia.

O QUE É UMA FÍSTULA ARTERIOVENOSA?

É uma conexão realizada cirurgicamente entre a artéria e a veia do paciente, que visa aumentar o calibre e a espessura da veia com o intuito de proporcionar a possibilidade de múltiplas punções da veia para realizar a hemodiálise. Após a cirurgia, uma boa fístula arteriovenosa apresenta-se com frêmito (parece uns tremores sob a pele).

– Se houver a indicação de iniciar a hemodiálise antes da fístula arteriovenosa estar pronta para o uso, realizar o implante do cateter na região do pescoço, do lado oposto à fístula arteriovenosa presente ou em programação.

QUAIS SÃO OS CUIDADOS COM A FÍSTULA ARTERIOVENOSA?

– Não dormir sobre o braço com a FAV.

– Não realizar a coleta de sangue no membro com a fístula arteriovenosa, pois pode ocasionar infecção, hematoma ou sangramento.

– Não realizar qualquer tipo de compressão sobre a FAV, como, por exemplo, medir  a  pressão arterial ou realizar o garroteamento do membro.

– Realizar a limpeza da pele sobre a FAV antes das sessões de hemodiálise para diminuir o risco de infecção.

O ideal é realizar o rodízio de punção da  FAV a cada sessão de hemodiálise para evitar a formação de pseudoaneurismas (dilatações segmentares nas veias) que podem resultar na formação de úlceras (feridas) na pele ou trombose.

EXISTE ALGUMA CONTRAINDICAÇÃO PARA A REALIZAÇÃO DE UMA FÍSTULA ARTERIOVENOSA?

Somente após uma avaliação com o cirurgião vascular, poderá ser informado ao paciente se existe alguma contraindicação ao procedimento cirúrgico. Mas, pacientes com doença cardiológica ou pulmonar grave, neoplasia (tumor maligno) em estágio avançado, entre outras causas, não podem fazer o procedimento, pois são doenças que impedem esse tipo de cirurgia.

Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo – Departamentos e Comissões

https://sbacvsp.com.br/departamentos-e-comissoes/

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