Autores: Júlio César Gomes Giusti; Samara Soares (apresentadora); André Trento; Marcus Vinicius Martins Cury; Fábio Henrique Rossi; e Francisco Cardoso Brochado Neto

Instituição: Hospital Municipal Dr. Carmino Carrichio – Tatuapé

Introdução: O tratamento endovascular da doença obstrutiva iliacofemoral é uma abordagem desafiadora, principalmente nas lesões TASC II C e D. Portanto, o procedimento de revascularização em tais situações é preferencialmente realizado por derivação arterial com materiais sintéticos (próteses). O objetivo deste estudo é relatar a viabilidade técnica e os resultados a médio prazo da EEAIE, como uma opção autóloga alternativa ao uso de próteses.

Método: Estudo retrospectivo de um banco de dados prospectivo, com 18 EEAIE, realizado entre setembro de 2015 a fevereiro de 2020, exclusivamente para tratamento de isquemia crítica de membros inferiores, em pacientes com risco aumentado de infecção cirúrgica pós-operatória e com padrão arterial obstrutivo inadequado para tratamento endovascular. As variáveis demográficas, clínicas e os resultados foram coletados do banco de dados prospectivo. Os principais desfechos foram: permeabilidade primária, permeabilidade cumulativa, sobrevida livre de amputação e sobrevida global (OS), todos acessados pelo método de Kaplan-Meier. Os desfechos secundários incluíram: mortalidade em 30 dias e complicações cirúrgicas no pós-operatório.

Resultados: A média de idade foi de 64,8 ± 8,3 anos (54 – 87), com predomínio do sexo masculino (n = 12, 66,6%). A mediana do período de acompanhamento foi de 1012, IC 95% [119, 1365] dias. A maioria foi classificada como categoria Rutherford 5 (n = 13, 72,2%) e a média pré-operatória do índice tornozelo-braquial (ITB) foi de 0,38 ± 0,22. A perviedade primária, perviedade cumulativa, sobrevida livre de amputação e sobrevida global em 720 dias foram de 81%, 92%, 80% e 88%, respectivamente. Não houve mortalidade em 30 dias ou infecção cirúrgica pós-operatória.

Conclusão: A reconstrução iliacofemoral, através da EEAIE,
é um procedimento cirúrgico eficaz, com boas taxas de perviedade, sobrevida livre de amputação e sobrevida global. Além
disso, pode ser considerada uma opção interessante e segura,
principalmente nos casos em que a prótese deve ser evitada.

Comentador: Dr. Cid J. Sitrângulo Jr.