OS ASPECTOS TÉCNICOS E OS RESULTADOS NO TRATAMENTO ENDOVASCULAR DA SÍNDROME DE MAY-THURNER/COCKETT EM PACIENTES PORTADORES DE INSUFICIÊNCIA VENOSA CRÔNICA AVANÇADA

Autores: Fábio Henrique Rossi, Antônio M. Kambara, Nilo Mitsuru Izukawa, Patrick Bastos Metzger, Camila. B. Betelli, Bruno Lourenção de Almeida, Thiago O. Rodrigues, Ibraim P. Masciarelli, Cybelle B. O. Rossi e Amanda G. Sousa

Instituição: Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia de São Paulo – São Paulo (SP)

Introdução: A IVC avançada traz graves consequências clínicas e socioeconômicas. Nela existe alta prevalência de obstruções ilíacas pós-trombóticas e não trombóticas. Estudos demonstram que o tratamento endovascular dessas obstruções apresentam resultados clínicos favoráveis. As técnicas utilizadas no diagnóstico e tratamento das obstruções venosas divergem sobremaneira daquelas aplicadas nas obstruções arteriais. O objetivo deste estudo é descrever os princípios técnicos aplicados (www.VeinStent.com) e apresentar seus resultados em médio-longo prazo.

Método: Pacientes portadores de IVC avançada (CEAP C3-6) e/ou múltiplas recidivas de varizes e Escala Visual Analógica para Dor (EVAD) > 3, com falha no tratamento clínico, foram considerados elegíveis.

Os resultados de estudo duplo-cego randomizado e da experiência clínica adquirida, e as técnicas utilizadas, são apresentados. Os desfechos estudados foram: primário – melhora nas escalas EVAD, VCSS e SF-36; secundário – prevalência de Obstrução Venosa Ilíaca; poder de Screening dos métodos Doppler Venoso, Angiotomografia, Venografia em relação ao IVUS; Perviedade; e Integridade do stent.

Resultados: De fevereiro de 2013 a dezembro de 2105, 127 (RND 51; CAMPO: 76) obstruções sintomáticas da veia ilíaca foram tratadas. A idade média foi de 54,7 anos. A relação feminino-masculino foi 4,7:1; Razão esquerda-direita foi de 3:1. O índice de sucesso terapêutico foi de 98,2%, sem graves morbidades.

Houve redução na média da EVAD de 8,2 para 1,7; a VCSS (0 a 30) diminuiu de uma média de 18 para 9,7, e o QQV SF-36 (0 a 100) melhorou de uma média de 53,9 para 85,6, com implante de stent.

Com um seguimento médio de 23,9 meses (4 a 37 m), não houve fratura ou migração do stent. As taxas de perviedade primária, primária assistida e secundária foram de 89,7%, 92,8% e 98,2 %, respectivamente.

Conclusão: A angioplastia com colocação de stent é um tratamento seguro, eficaz, que promove rápido alívio dos sintomas e melhora na qualidade de vida em portadores de DVC avançada. Nossos resultados reproduzem os obtidos em estudos clínicos retrospectivos não randomizados. Os dados sugerem que o tratamento clínico deve ser limitado a um número restrito de pacientes que apresentem contraindicações ao tratamento endovascular nos portadores de DVC avançada.

Comentador: Dr. Jorge Eduardo Amorim