Resultados do tratamento das oclusões arteriais agudas de membros em hospital universitário – estudo retrospectivo

Autores: Caroline Teodoro; Flavia Girard; Marcone Lima Sobreira; Matheus Bertanha; Ricardo de Alvarenga Yoshida; Regina Moura; Rodrigo Gibin Jaldin; e Winston Bonetti Yoshida

Instituição: Disciplina de Cirurgia Vascular e Endovascular – Departamento de Cirurgia e Ortopedia da Faculdade de Medicina de Botucatu- UNESP

Introdução: As oclusões arteriais agudas (OAA) de extremidades vêm crescendo com o aumento da longevidade da população.
As causas mais frequentes são as embolias vindas de alterações cardíacas e de tromboses, consequentes a complicações aterotrombóticas nas artérias periféricas ou oclusões de restaurações arteriais e traumas.

Objetivo: Avaliar retrospectivamente os resultados de salvamento de membros e sobrevida de pacientes com OAA de extremidades.

Métodos: Pacientes com OAA de extremidades que chegaram consecutivamente ao nosso Hospital. Estes foram divididos em três grupos: Embolias, Tromboses e Indefinido. Os desfechos incluíram: dados demográficos, sucesso técnico, sintomas, antecedentes, categoria Rutherford, artérias acometidas, complicações pós-operatórias
e salvamento de membros em 30 dias.

Resultados: Foram analisados prontuários de 105 pacientes, entre os anos de 2012 e 2017, que chegaram em minoria (33,3%) no Grupo I da categoria Rutherford e 66,7% nas categorias mais graves. A idade variou de 46 a 91 anos, com predominância do sexo masculino (65,7%). Os membros inferiores foram os mais acometidos (91,4%) e a origem das OAA foi trombótica (54,3%), embólica (35,2%) e indefinida (10,5%). Os sintomas encontrados foram dor em 97,1% dos pacientes, esfriamento (89,5%), palidez (64,7%), cianose (49,5%), parestesia (44,7%), paresia (30,5%), anestesia (21,9 %), edema (16,3%), cianose fixa (15,2%), plegia (10,5%), necrose (9,5%), contratura (7,6%) e eritrocianose (5,7%). As principais omorbidades foram: hipertensão (59,0%), tabagismo (59,0%), arritmias (26,6%), dislipidemias (24,0%), diabetes (23,8%) claudicação prévia (23,8%), infarto agudo de miocárdio (13,3%), aneurisma (11,4%), doença arterial periférica (37,1%), fibrilação atrial (20,0%). O setor fêmoro-poplíteo-distal (80%) foi o mais acometido. O tratamento predominante foi a tromboembolectomia com cateter Fogarty em 73,3%, fibrinolítico em 9,5%, dos casos, associado à angioplastia (28,5%) e stent (15,2%) nas tromboses. A reclusão arterial, pós-tratamento, foi mais frequente nos casos de trombose (12,9%) e variou conforme as classes Rutherford: I= 5,0%, IIA= 8,1%; IIB=3,0% e III= 1,0%. Em até 30 dias, após tratamento, a amputação maior foi de 19,8%, e o óbito foi de 14,6%.

Conclusão: O tratamento da OAA foi feito prioritariamente por meio de tromboembolectomia

Comentador: Dr. Ivan Benaduce Casella

Avaliação epidemiológica de aorta torácica através de tomografia computadorizada de baixa dosagem