TRATAMENTO DA INSUFICIÊNCIA VENOSA SUPERFICIAL COM ABLAÇÃO POR RADIOFREQUÊNCIA VERSUS CIRURGIA CONVENCIONAL: SE VOCÊ NÃO CONTAR, ELES NÃO VÃO SABER

2020-04-01T21:43:49-03:00

TRATAMENTO DA INSUFICIÊNCIA VENOSA SUPERFICIAL COM ABLAÇÃO POR RADIOFREQUÊNCIA VERSUS CIRURGIA CONVENCIONAL: SE VOCÊ NÃO CONTAR, ELES NÃO VÃO SABER

Autora-apresentadora: Cynthia de Almeida Mendes

Coautores: Juliana Maria Fukuda,; Alexandre de Arruda Martins; José Ben-Hur Ferraz Parente; Marco Antonio Soares Munia; Alexandre Fioranelli; Marcelo Passos Teivelis; Andréa Yazbek Monteiro Varella; Roberto Augusto Caffaro; Sergio Kuzniec; Nelson Wolosker.

Instituições:

  • Hospital Israelita Albert Einstein
  • Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
  • Hospital Municipal Dr. Moysés Deutsch – M’Boi Mirim

Comentador: Dr. Sérgio Roberto Tiossi

Resumo

Antecedentes: A insuficiência venosa é uma das doenças mais comuns na prática clínica do cirurgião vascular. Muitos casos são consequência do refluxo da veia safena magna. As vantagens das técnicas endovenosas em relação à cirurgia convencional ainda são controversas.

Objetivo: Nós usamos um ensaio clínico duplo cego randomizado controlado no qual cada membro inferior foi randomizado para ablação por radiofrequência ou cirurgia convencional em pacientes sem tratamento prévio para insuficiência da veia safena magna. Até onde sabemos, nenhum estudo até o momento comparou ablação por radiofrequência com cirurgia convencional em pacientes que serviram como seus próprios controles e que tinham as veias safenas magnas intactas.

Métodos: Para um total de 18 pacientes, foram programadas consultas de seguimento após a cirurgia para avaliar desfechos clínicos e hemodinâmicos. As características clínicas incluíram avaliação de hiperpigmentação, hematoma, estética, níveis de dor, queimaduras, alteração de sensibilidade e tromboflebite. As características hemodinâmicas foram presença de ressecção ou oclusão da veia safena magna e refluxo da croça e da veia safena magna.

Resultados: Somente a avaliação estética pelos médicos apresentou significância entre as variáveis clínicas analisadas, sendo a ablação por radiofrequência considerada melhor. Ambas as técnicas levaram a altos níveis de satisfação dos pacientes sem diferença estatística, mas nosso estudo mostrou uma taxa de oclusão primária de 80% para a ablação por radiofrequência e de 100% para a cirurgia convencional.

Conclusões: Nossos resultados favorecem a escolha da cirurgia convencional em detrimento da ablação por radiofrequência, uma vez que a cirurgia convencional mostrou uma taxa de oclusão maior e pode ser mais custo-efetiva. A importância do nosso estudo é trazer novas informações que vão contra a ideia de que os benefícios justificam os maiores investimentos financeiros para as técnicas termoablativas.


Insuficiência Venosa Crônica / Varizes dos Membros Inferiores

2018-03-20T21:44:29-03:00

Insuficiência Venosa Crônica / Varizes dos Membros Inferiores

As varizes que comumente afetam nossas pernas são muito conhecidas e normalmente dispensam qualquer apresentação. Entretanto, elas são apenas uma parte, uma etapa de uma doença muito mais complexa intitulada Insuficiência Venosa Crônica (IVC). Uma das mais frequentes doenças que acometem a população tanto mundial como  Brasileira.
Estudos internacionais apontam que cerca de 20 a 33% das mulheres e de 10 a 20% dos homens vão apresentar algum grau da doença ao longo de sua vida. Por ser uma doença crônica e evolutiva,,cerca de 3 a 11% das pessoas com varizes podem chegar a estágios mais avançados da doença onde ocorrem alterações irreversíveis na pele da região afetada. Tais alterações compreendem desde um escurecimento, descamação e ressecamento da pele, geralmente acompanhadas de piora dos sintomas como dor, queimação e inchaço, podendo ocorrer a abertura de feridas nas pernas que podem demorar anos para cicatrizar. No outro extremo temos os pequenos vasos dérmicos chamados telangectasias  (ou simplesmente vasinhos) que têm um apelo principalmente estético, ao menos no início, mas com o passar do tempo podem gerar alguns sintomas como dor e desconforto local.

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