Autores: Harue Santiago Kumakura, Erasmo Simão da Silva, Rafaela Brito Bezerra Pinheiro, Andre Echaime V. Estenssoro, Pedro Puech Leão e Nelson De Luccia

Instituição: Faculdade de Medicina – Universidade de São Paulo

Objetivo: O aneurisma da artéria carótida limitado ao segmento da carótida interna (ACI) e com origem aterosclerótica é extremamente raro. A tortuosidade arterial associada a esta condição impõe um desafio ao reparo cirúrgico. Nosso objetivo é demonstrar os resultados do tratamento cirúrgico aberto deste tipo específico de aneurisma.

Métodos: Estudo retrospectivo de pacientes com ACI do HCFUSP no período de 2003 a 2016. Revisão dos sintomas, técnica cirúrgica, evolução, análise histológica e seguimento.

Resultados: Onze aneurismas em nove pacientes (dois eram bilaterais) tratados no HCFMUSP. Todos eles eram aneurismas verdadeiros e ateroscleróticos, baseado em análise histológica. A idade média foi de 60 anos, oito em pacientes do sexo feminino.
Seis pacientes eram sintomáticos (três AVCs, três massas cervicais e dois cervicalgias). Os onze foram submetidos a reparo aberto que consistia em aneurismectomia com seis bypass com safena e cinco com anastomoses término-terminal. Realizada subluxação mandibular em quatro pacientes. Das complicações dos 30 primeiros dias pós-operatórios tivemos: uma AIT e duas lesões de nervo craniano (uma transitória e uma permanente).
O tempo de seguimento médio foi de 41 meses e não houve nenhum evento neurológico tardio, porém dois pacientes morreram (um com câncer e outro com infarto miocárdico).
Conclusão: O reparo aberto do aneurisma da artéria carótida interna é desafi ador e depende de conhecimentos anatômicos e técnicos avançados para evitar lesões de nervo craniano e neurológicas centrais no pós-operatório.

Moderador: Dr. José Carlos Costa Baptista-Silva