ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DA PREVALÊNCIA DA HIPERIDROSE

Autores: Fernanda Alvarenga Estevan, Marina Borri Wolosker, Dafne Braga Diamante Leiderman, Nelson Wolosker, Pedro Puech-Leão.
Instituição: Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo

Fundamentos: O presente estudo visa a abordar, de forma inédita, no Brasil, a prevalência das diferentes manifestações de hiperidrose em indivíduos que buscaram tratamento em ambulatório especializado em hiperidrose no Estado de São Paulo.

Objetivos: Diferentemente de trabalhos prévios, esta pesquisa estudou as diferentes combinações dos locais de sudorese, não somente se restringindo à queixa principal manifestada pelo paciente, mas levando-se, em consideração, as outras queixas secundárias relatadas por eles.

Métodos: O trabalho foi uma abordagem retrospectiva com mais de 1.200 pacientes no qual foram mapeados: as combinações de locais de sudorese, a idade de aparecimento da doença, a média e espectro de idade, índice de massa corpórea e o gênero dos pacientes. Categorizamos os pacientes em quatro grupos principais, de acordo com seu local de sudorese mais excessiva – palmar, plantar, axilar e facial.

Resultados: Concluímos que a hiperidrose se manifesta frequentemente em mais de um local, sendo a queixa principal que mais acomete os pacientes a palmar, que aparece já na adolescência dos indivíduos. Quando há dois locais de sudorese, a combinação mais frequente é a palmo-plantar, e, quando há três locais de sudorese, as combinações mais frequentes são: palmo-planto-axilar e axilo-palmo-plantar.

Limitações do estudo: A presente pesquisa tem casuística limitada a um único serviço de atendimento aos
pacientes com hiperidrose.

Conclusão: É preciso ter em mente que a doença se manifesta majoritariamente em mais de um local, com intensidades diferentes em cada um deles e gerando um comprometimento importante da qualidade de vida dos pacientes.

Comentador: Dra. Regina de Faria Bittencourt Costa


O NÚMERO DE SÍTIOS DE HIPERIDROSE NÃO AFETA OS RESULTADOS DA SIMPATECTOMIA

Autores: Dafne Braga Diamante Leiderman, Nelson Wolosker, Guilherme Yazbec, Paulo Kauffman, Jose Ribas Milanez de Campos, Pedro Puech-Leão.

Instituição: Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo

Introdução: Pacientes com hiperidrose primária apresentam transpiração em dois ou mais locais em quase 85% dos casos. Neste estudo, analisamos se o número de sítios de hiperidrose está relacionado aos resultados cirúrgicos.

Materiais e Métodos: Cento e noventa e três pacientes de hiperidrose submetidos a simpatectomia videotoracoscopica bilateral, após falha ou insatisfação com o tratamento clínico, foram distribuídos em 3 grupos com base no número de sítios de hiperidrose (um sítios, dois sítios e três ou mais sítios de queixa de hiperidrose). Os objetivos do estudo foram analisar: qualidade de vida antes da cirurgia, melhoria da qualidade de vida após a cirurgia, melhora clínica da transpiração, presença ou ausência de hiperidrose compensatória e satisfação geral após um mês de cirurgia.

Resultados: Pacientes com dois ou mais sítios de hiperidrose apresentaram qualidade de vida antes da cirurgia pior do que pacientes com um único sítios de hiperidrose. Houve melhora na qualidade de vida em mais de 95% dos pacientes, melhora clínica em mais de 95% dos pacientes, hiperidrose compensatória severa em menos de 10% e baixa satisfação geral após um mês de cirurgia em apenas 2,60% dos pacientes, sem diferença entre os três grupos.

Conclusão: Pacientes com mais de um sítio de hiperidrose pré-operatório apresentaram pior qualidade de vida antes da cirurgia do que aqueles com um único local de hiperidrose, embora o número de sítios de hiperidrose antes da cirurgia não influencie os resultados cirúrgicos.

Comentador: Dr. Marcelo Calil Burihan